Uma eleição passional

A anulação ou o extermínio são as duas pontas da radicalização em que o Brasil passa; não há um ambiente civilizatório, há sim, uma guinada irrefreável ao passionalismo e à intolerância numa correlação de forças e de absurdos. Barbarizados pregam o mais grotesco sentimento de aversão, rancor e repulsa ao sectarismo messiânico do seu oponente

Uma eleição passional
Uma eleição passional (Foto: Paulo Pinto/ Agência PT)

Características peculiares dos povos latinos carregamos em nossos DNAs a emoção a flor da pele, sob a rege do tudo ou nada. Não observamos a beira do precipício ou a roleta russa que muitas das vezes nos submetemos.

Estas típicas ações latinas gritam, inadvertidamente, em nosso presente processo eleitoral, cujas consequências podem ser catastróficas devido à passionalidade e o ódio que enfermam nossa sociedade. Profundamente arredia há uma análise sensata.

Este sentimento- movido pelas paixões- na qual a razoabilidade é renunciada em um comportamento impulsivo desprovido de qualquer discernimento de critério ou sensatez, se apresenta como um perigo real a todos.

A anulação ou o extermínio são as duas pontas da radicalização em que o Brasil passa; não há um ambiente civilizatório, há sim, uma guinada irrefreável ao passionalismo e à intolerância numa correlação de forças e de absurdos.Barbarizados pregam o mais grotesco sentimento de aversão, rancor e repulsa ao sectarismo messiânico do seu oponente.

A polarização desenhada, entre a extrema-direita e o mais do mesmo do petismo, é o cenário perfeito de uma tempestade que levar-nos-á à mais intensa convulsão social, política e econômica.

O Brasil suportará este cenário?

É responsável num momento de profundas tensões ideológicas sociais incandescerem ainda mais esses polos?

Acabamos de sair de um golpe parlamentar jurídico onde Dilma foi apeada, sem qualquer reação condigna referente a tal ato.

Vão poupar o outro iluminado do Lula?

Vão acatar suas nomeações para a Petrobras, Ministérios ou agências reguladoras?

Vão o deixar governar por procuração?

Vamos nos calarmos com as práticas corruptivas que se cometeram em sucessivos governos? Ou, simplesmente, os companheiros capitularam?

Por outro lado, temos a síntese da bestialidade - que é a face mais primitiva do retrocesso civilizatório - e sua turma armada, literalmente até os dentes, aptos a darem um golpe em sua acepção mais plena.

O Brasil deve ser maior do que o embate entre a barbárie e o sectarismo arrogante.

É urgente a pacificação nacional e sairmos dessa polarização inconsequente do poder pelo poder; imperativo se faz um projeto nacional de desenvolvimento baseado na produção, no emprego e na emancipação econômica e social do nosso povo.

A doutrinação do “nós contra eles” já produziu enormes retrocessos e está à beira de provocar incontroláveis violências e lutas.

O Brasil precisa de paz, trabalho e emprego, e não uma luta de extremos passionais.

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