Unidade e estratégia: vitória garantida

É preciso definir qual é as estratégias que devemos seguir para derrotar a direita fascista e todos os Golpistas, não é hora de disputas de interesses de partidos e nem de programas partidários ou particulares de indivíduo

É preciso definir qual é as estratégias que devemos seguir para derrotar a direita fascista e todos os Golpistas, não é hora de disputas de interesses de partidos e nem de programas partidários ou particulares de indivíduo
É preciso definir qual é as estratégias que devemos seguir para derrotar a direita fascista e todos os Golpistas, não é hora de disputas de interesses de partidos e nem de programas partidários ou particulares de indivíduo (Foto: José Rainha Júnior)
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A revolução Russa de 1917 para derrotar o Czar Nicolau II e a burguesia Russa e ser vitoriosa só tinha uma saída: era as forças políticas sociais, populares e revolucionarias se unir dentro de um projeto com uma estratégia definida. E foi isso que eles fizeram , deixaram os egos, as vaidades e as diferenças em segundo plano, uniram-se com todos os instrumentos e as ferramentas que a classe trabalhadora tinha para lutar, realizaram grandes passeatas , atos públicos , barrigadas ,marchas, panfletagem e, por último,  a luta armada com  classe operária em aliança com os camponeses  sobre  a direção política do partido  Bolcheviques, com palavras de ordem  Pão, Terra e Paz triunfaram, se tornando o primeiro País do Mundo  onde a classe operaria derrota a classe dominante e triunfa com a revolução socialista;

O exemplo da classe operária e de todo o conjunto dos lutadores do povo que fizeram a revolução Russa há cem anos está vivo nos dias de hoje para iluminar a mente de nossa esquerda que quer derrotar a Burguesia eleitoralmente, desunida e dividida, com os interesses individuais de seus partidos, deixando o conjunto da classe trabalhadora e da sociedade em segundo plano. A nossa esquerda ainda não se deu conta que o fascismo e os reacionários que derrubaram a presidenta Dilma e tirou o PT do poder avançam com velocidade para dar um golpe de estado sobre o comando dos Militares, orquestrado pelo Imperialismo Americano. As reuniões na Universidade de Harvard tendo como ilustres palestrantes gente do poder Judiciários do Brasil, como o Juiz Sergio Moro, Ministro Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), e os representantes do Ministério Público Federal, é a prova concreta da conspiração do golpe de estado que está em curso no Brasil.

Diz um proverbio: “a males que vem para o bem”. Aqui são os males que vem para os males. A direita está cometendo erros gravíssimos com suas ações deliberada pelos engravatadozinhos da província de Curitiba, que desavisado, achando que o Estado são eles e desrespeitando os tribunais superiores, mandou prender o ex-presidente Lula, deixando um espaço para o acirramento da luta de classe. Mas infelizmente a nossa esquerda está como um barco em auto mar, em que o comandante deixou a bússola cair nas águas e agora está sem rumo do que fazer com o navio. Aí vale a frase de um velho sábio que disse: “Um barco quando está perdido, todos os ventos são contrários”, Verdade seja dita! É vergonhoso a contradição no seio de nossa esquerda. Cada um olhando para seu próprio umbigo e puxando a sardinha para sua brasa, pensando no eu e no meu, ou seja, na minha reeleição, no meu partido e no meu mandato, e as causas fundamentarias que é a defesa da Democracia, da liberdade do Ex-presidente Lula, bem como as conquistas da classe trabalhadora que está em nossa constituição, vão ficando para depois.

Esta prática de conduta - Lenin chamou os esquerdistas da sua época de “Doença Infantil” - poderíamos dizer que nossa esquerda sofre de oportunismo infantil, uma desgraça maldita que afeta a classe dirigente de nossas organizações partidária, sindical, sociais e populares de nosso Brasil, o pior de todos estes males é que vão fazer a disputa política lavando as roupas sujas nos meios de comunicação da Burguesia. Com isso, a cegueira do oportunismo e o individualismo não permitem a eles enxergarem o horizonte por onde devem seguir a classe trabalhadora.

Nossa bandeira de luta neste momento da história tem que estar acima das eleições de Outubro. É preciso definir qual é as estratégias que devemos seguir para derrotar a direita fascista e todos os Golpistas, não é hora de disputas de interesses de partidos e nem de programas partidários ou particulares de indivíduo, as organizações sociais populares sindicais, os partidos de esquerda progressistas, os intelectuais, artistas, cientistas, religiosos, ateus, enfim. Os dirigentes precisam tomar juízo e ter consciência política da realidade que estamos vivendo em nossa história.

É o momento de avançarmos na luta de ruas, unir todas as forças que temos no campo da esquerda e no campo progressistas, construir uma unidade em torno de um projeto transformador que possibilite impedir o avanço da direita racionária e do fascismo, bem como do golpe militar que está na gaveta do imperialismo Americano para ser aplicado aqui no Brasil. Sem a luta, sem unidade, sem um projeto transformador, será muito difícil a nossa esquerda encontrar o caminho que possamos derrotar os golpistas.

Portanto construir uma estratégia se faz urgente e necessária, para que isso aconteça a classe dirigente de todo os partidos de esquerdas e progressistas, assim como todos os movimentos populares, sociais, sindical, do campo e da Cidade precisam ouvir o que a militância de base tem para dizer e o que eles estão pensando. Creio que se agente escutar as vozes dos que estão nas bases, a sonhada unidade não vai encontrar obstáculo para ser alcançada e a estratégia será simplesmente um detalhe e a vitória estará garantida.

 

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