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Hely Ferreira

Hely Ferreira é cientista político

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Urnas pernambucanas

Com relação ao futuro governador de Pernambuco, há muita expectativa com relação aos possíveis candidatos, principalmente no campo das oposições

Palácio do Campo das Princesas, Recife (Foto: Hugo Acioly/SETUR-PE)

“Finjo não perceber certas coisas, só pra ver até onde vão as pessoas.” (Autoria desconhecida)

Embora estejamos em um ano pré-eleitoral, o quadro sucessório praticamente iniciou, principalmente no cenário nacional. Mas no que tange aos governadores dos Estados, em Pernambuco, há muita especulação com relação à montagem da chapa majoritária. Antes de tudo, a única vaga para o senado, tem sido motivo para intensos embates internos, principalmente no campo governista. Vários nomes vêm sendo postos à mesa. Há aqueles que pelo âmbito da meritocracia naturalmente se credenciam ao cargo, mas há aqueles que forçam participarem da referida composição. Embora o cargo de senador não se confunda com o de governador, Pernambuco tem tradição em eleger a chapa completa. Tornando o senador um tipo de apêndice do poder executivo.

Com relação ao futuro governador de Pernambuco, há muita expectativa com relação aos possíveis candidatos, principalmente no campo das oposições. Fala-se que o atual prefeito de Petrolina pleiteia o cargo. Para tanto, vem se movimentando buscando se credenciar, principalmente na Região Metropolitana. Localidade em que ainda é desconhecido. Outro nome lembrado é o do prefeito de Jaboatão dos Guararapes. Contra ele pesa o contrário, ou seja, precisa se movimentar para ser conhecido nas regiões do agreste e do sertão.

Entre os possíveis nomes da oposição, a atual prefeita da Capital do Agreste, pelo menos até o momento, é quem melhor pontua nas pesquisas de intenção de voto. Entretanto, contra todos os nomes da oposição, conta a tradição histórica. Embora se deva procurar quebrá-la, não significa desprezá-la. Até hoje, salvo melhor juízo, o eleitor pernambucano nunca elegeu um governador que tenha como base eleitoral principal o interior do Estado. Até os dias atuais, quem chegou ao Palácio do Campo das Princesas teve como principal reduto a Região Metropolitana. Será que agora a tradição será quebrada?

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.