Venezuela: o bumerangue de Celso Amorim
Brasil e Colômbia divulgaram nova nota sobre a situação na Venezuela
Brasil e Colômbia divulgaram nova nota sobre a situação na Venezuela. A nota diz, entre outras coisas, o seguinte:
“Os governos de Brasil e Colômbia manifestam profunda preocupação com a ordem de apreensão emitida pela Justiça venezuelana contra o candidato presidencial Edmundo González Urrutia, no dia de ontem, 2 de setembro.”
A íntegra da nota pode ser lida aqui:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-09/brasil-fala-em-preocupacao-com-ordem-de-prisao-de-opositor-de-maduro
O companheiro Celso Amorim foi além e disse que uma eventual detenção de González "seria uma prisão política, e nós [Brasil] não aceitamos prisões políticas".
As declarações de Celso estão aqui:
https://g1.globo.com/google/amp/politica/noticia/2024/09/03/maduro-prisao-opositor-celso-amorim-reuters.ghtml
Além da discussão sobre a situação da Venezuela e, também, sobre a conveniência de um alto funcionário público brasileiro opinar desta forma sobre legítimas decisões judiciais adotadas em outro país, a declaração do companheiro Amorim merece ser analisada a partir de outro ângulo. A saber: se um desrespeito à lei não pode ser punido, sob pena de caracterizar uma supostamente inaceitável “prisão política”, como ficam os culpados pela intentona de 8 de janeiro?
A depender da resposta, certas críticas contra a justiça venezuelana podem percorrer trajetória parecida com a de um bumerangue.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

