Vereadores manifestam-se contra preço de estacionamento

Tomara que o gesto ousado desses parlamentares se desdobre e apoie outras causas



Circulam nas redes sociais fotografias de vereadores de Goiânia manifestando-se ao ar livre contra o aumento nos preços do estacionamento de um Shopping Center da cidade. Com discursos, palavras de ordem, faixas e cartazes, eles tomaram as dores de uma parcela da sociedade que possui carro e gasta naquele comércio uma parte do seu dinheiro em compras, entretenimento e serviços.

Tomara que o gesto ousado desses parlamentares se desdobre e apoie outras causas. Sugiro-lhes, inclusive, manifestações por três demandas que também merecem apoio político qualificado. A primeira, em defesa da parte não motorizada e menos endinheirada da sociedade que sofre com a estupidez, a desumanidade, a ganância e o descaso das empresas do transporte coletivo. Os vereadores bem que poderiam lutar pela quebra do "cartel dos ônibus" e a realização de concessão pública democrática, boa e justa para o povo e a cidade.

A segunda, em favor do cidadão goianiense que depende do transporte coletivo para chegar cedo a Brasília. Isto porque há quem more em Goiânia mas trabalha, estuda, negocia e embarca em voos no Distrito Federal. No entanto, a empresa detentora do monopólio para o transporte de passageiros de Goiânia para Brasília não oferece viagem entre 00:00h e 6:00h, obrigando a quem precisa viajar a sujeitar-se aos riscos do transporte clandestino de passageiros.

A terceira, em proteção aos alunos das escolas do município pelo arroubo ideológico do Ministério da Educação em alguns livros didáticos/2014. O MEC trai as famílias que confiam na parceria constitucional com o Estado para a educação dos seus filhos. Isto porque, em nome de um projeto de poder, atrelado a uma vontade de revolução cultural de inspiração gramsciana, esses livros promovem doutrinação política, ideológica e de costumes. Ao desconstruir e substituir valores arraigados na sociedade, esses livros ferem a crença, a moral, a filiação política e ideológica das famílias dos alunos.

Acontece que o gemido angustiado da massa que ocupa os ônibus do transporte coletivo, de tão abafado, não penetra ouvido mouco. Já as famílias que não podem escolher escola, livros e método de ensino para os filhos, tornam-se passivas das experiências de laboratório social e ideológico do MEC. Mas as inusitadas imagens dos vereadores em manifestação pública contra um tipo de exploração, bem que poderiam servir de alento ao povo. A esperança de que as causas sociais viessem a receber atenção e comprometimento incondicional do legislativo municipal.

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