Vergonha tricolor: São Paulo afunda com Leco, Raí e Cia, que compram caro e vendem barato

A melhor coisa do mundo, depois do petróleo e do tráfico, é fazer negócios com a diretoria do São Paulo. Eles são conhecidos por vender barato seus jovens craques da base e pagar caro por jogadores em fim de carreira como Nenê, Diego Souza, Bruno Peres e um monte de cucarachos que já foram embora. Não adianta ficar trocando de técnico toda hora se o balcão de negócios montado no Morumbi é mais importante do que armar um bom time de futebol

Vergonha tricolor: São Paulo afunda com Leco, Raí e Cia, que compram caro e vendem barato
Vergonha tricolor: São Paulo afunda com Leco, Raí e Cia, que compram caro e vendem barato (Foto: Reprodução)

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho e para o Jornalistas pela Democracia - A melhor coisa do mundo, depois do petróleo e do tráfico, é fazer negócios com a diretoria do São Paulo.

Eles são conhecidos por vender barato seus jovens craques da base e pagar caro por jogadores em fim de carreira como Nenê, Diego Souza, Bruno Peres e um monte de cucarachos que já foram embora.

Não adianta ficar trocando de técnico toda hora se o balcão de negócios montado no Morumbi é mais importante do que armar um bom time de futebol.

Agora mesmo, enquanto torravam R$ 27 milhões para comprar Pablo, um jogador mediano, deixavam sair Gabriel Novaes, a grande revelação do sub-20, artilheiro isolado da Copa São Paulo.

Sabem para onde ele foi? Para o Barcelona... Sabem quanto o São Paulo ganhou com isso? Não, ninguém sabe.

Assim saíram, um atrás do outro, Casimiro, Oscar, Davi Neres, Luis Araújo, Militão e tantos outros.

Dá um time inteiro brilhando nos campos da Europa, enquanto o São Paulo se arrasta em campo, sem padrão de jogo, sem brilho, há mais de uma década sem ganhar um título importante, nem o campeonato paulista.

Desde a conquista do tricampeonato brasileiro, com Muricy Ramalho, em 2008, aquele São Paulo tricampeão mundial e da Libertadores, até outro dia considerado um clube modelo, virou time pequeno, café com leite, que perdeu o respeito dos adversários.

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Todo ano troca de técnico como quem troca de camisa, não para de comprar e vender jogadores, e não consegue montar um elenco que preste.

Com esta diretoria comandada pelo veterano cartola Leco, que vai mudando os estatutos para se manter no poder, e entregou o futebol nas mãos de Raí, o antigo ídolo que virou dirigente remunerado, cada vez o clube afunda mais.

Se bobear, vai ser eliminado logo na primeira fase do Paulistinha, agora com Wagner Mancini, um técnico interino, especialista em treinar times pequenos, mais uma gabiarra inventada pelos sábios do Morumbi.

Contrataram de novo Cuca, que se recupera de uma cirurgia do coração, mas ele só deve ter alta daqui a dois meses.

É o que se pode chamar de contrato de alto risco _ para ele e para o clube...

Até lá, o outrora "Soberano" vai continuar dando vexame atrás de vexame, sem condições de passar nem pelo Talleres na Libertadores, um time sem expressão, que está em 12º lugar no campeonato argentino.

No ano passado, quando parecia que as coisas poderiam melhorar, mandaram embora Diego Aguirre, o competente técnico uruguaio que levou o time a liderar boa parte do Brasileirão.

Faltando apenas cinco jogos, Raí resolveu promover André Jardine, vindo dos times de base, e quase ficou fora da classificação para a Libertadores.

Dinheiro deve estar sobrando no Morumbi porque levaram 25 conselheiros na boca livre para ver o São Paulo tomar um baile do Talleres em Buenos Aires.

Em qualquer outro clube de respeito, a diretoria já teria caído por muito menos, mas no Morumbi tudo vai se acochambrando para manter aberto o balcão de negócios comandado por soberbos senhores que não querem largar o osso.

Já não estaria na hora de contratar uma empresa de auditoria independente para saber o que está acontecendo?

Esta turma que manda no São Paulo já está há muito tempo com o prazo de validade vencido e faz o que quer, sem ter oposição.

Virou uma confraria de amigos em que Raí faz o papel de bobo da corte, os jogadores fingem que jogam e a torcida, que ainda lota os estádios, só passa vergonha, uma atrás da outra.

Até hoje não conseguiram sequer arrumar um substituto para Rogério Ceni, o técnico demitido com humilhação no ano passado, que foi ser campeão no Fortaleza e recuperou o Gustagol para o Corinthians.

São uns gênios.

Vida que segue.

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