Vítimas no lar

É provável que a criminalidade tenha diminuído nas ruas, mas não se pode afirmar com relação à conduta delituosa dentro dos lares, onde muitas famílias que vivem de maneira sub-humana estão lutando pela sobrevivência diante da pandemia e também da violência doméstic

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“Os piores escravos são aqueles que estão servindo constantemente as suas paixões”. (Diógenes)

 Não é de hoje que o crescimento da criminalidade em território brasileiro tem sido motivo de muitos embates e de soluções que exalam muito mais embuste que realmente desejo de ao menos arrefecer o problema. Vários fatores devem ser levados em conta com relação à problemática, tantos endógenos quanto exógenos. No que tange aos endógenos, podemos tomar como esteio a natureza humana, onde Santo Agostinho faz lembrar que por ela se encontrar decaída, facilmente o seduz em sentir prazer na conduta delituosa. Contrapondo-se a ideia agostiniana, o filósofo francês Jean-Paul Sartre repudia de maneira tenaz. Segundo ele, não há uma natureza humana, mas uma construção da conduta do indivíduo, onde os fatores exógenos são os que prevalecem.

 Sendo o ser humano algo bastante complexo, às vezes certas  efemérides encontram-se alicerçadas no reducionismo, principalmente se estão respaldadas em frutos ainda que minúsculos da diminuição da criminalidade em tempo de pandemia. Antes de tudo, deve-se levar em consideração que as ruas estão praticamente desertas, fazendo com que os facínoras enfrentem dificuldades em encontrar facilmente suas vítimas. Não nos esqueçamos, de que ainda há defensores de que o clima e consequentemente a topografia contribuem para prática do delito. Leia-se Curso Completo de Criminologia, do Vitorino Prata Castelo Branco. Levando em consideração a teoria exposta, é provável que a criminalidade tenha diminuído nas ruas, mas não se pode afirmar com relação à conduta delituosa dentro dos lares, onde muitas famílias que vivem de maneira sub-humana estão lutando pela sobrevivência diante da pandemia e também  da violência doméstica.

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