Vitória dos democratas: o isolamento de Bolsonaro com Janaina Paschoal

Temos ainda alguns meses para a eleição. É tempo do brasileiro entender o que é o fascismo, o que ele representa e jogar Bolsonaro na lata do lixo da história. Não podemos, sendo democratas, eleger alguém abertamente machista, preconceituoso, xenofóbico e racista

No evento da CNI, Jair Messias Bolsonaro nos assustou com um discurso ovacionado para uma plateia de empresários. Aplausos para o projeto de fascista. Aplausos. Nós, na verdade, entramos em 2018 com a possibilidade terrível dele sentando na cadeira de presidente da República.

Nas pesquisas, ele aterroriza entre 15% e 25%. Mas perde fôlego no segundo turno.

No entanto, na política de conchavo, Bolsonaro não convenceu e nem conquistou. O Centrão preferiu conversar até com Ciro Gomes, mas não com ele. Fecharam com Geraldo Alckmin. Ele tentou conquistar o mercado financeiro escalando Paulo Guedes. Convence tanto quanto uma falsificação da 25 de março.

Existe um pacto silencioso, à esquerda e à direita, de que a sabotagem de Bolsonaro é necessária. A direita não abraça sua candidatura, parida do impeachment de Dilma e da queda do PT, porque temem estar diante de um possível ditador pró-militaristas. A esquerda vê em Jair Bolsonaro a manifestação de um passado que quase a exterminou.

Jair Bolsonaro então sofreu três derrotas na escolha de vice. Tentou Magno Malta para tentar faturar o PR e os evangélicos. Falhou. Tentou o General Heleno para tentar o PRP. Falhou. Tentou por último a jurista do impeachment, Janaina Paschoal. Ela torceu o nariz.

Sobraram como possíveis vices um herdeiro da família portuguesa e o astronauta Marcos Pontes. A candidatura, embora tenha fãs nas redes sociais, pode ir literalmente pro espaço.

Temos ainda alguns meses para a eleição. É tempo do brasileiro entender o que é o fascismo, o que ele representa e jogar Bolsonaro na lata do lixo da história.

Não podemos, sendo democratas, eleger alguém abertamente machista, preconceituoso, xenofóbico e racista.

A luta é, e deve ser, constante.

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