Viúva de Marcelo Déda, mais uma mulher para ajudar o PT a encontrar seu caminho

O partido tem sua história marcada por mulheres poderosas. Estaria surgindo mais uma?

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Na história do PT, são muitas as mulheres com atuação marcante, a começar pela senhora presidente da República.

Um crítico poderá lembrar que ela não nasceu politicamente dentro do PT. Não seria assim uma petista P.O., pura de origem.

Hoje há quem diga, dentro do próprio partido, que não foi uma boa escolha do líder máximo da facção política, o ex-presidente Lula.

Mas esse é um assunto interno e nós não vamos entrar por esse caminho, cheio de armadilhas. Depois, quem ousaria questionar uma decisão de Lula, um mestre na arte?

Também não vamos bater bumbo por causa de outras mulheres, figuras de destaque no cenário político nacional, que, por desilusão ou outro motivo qualquer, decidiram deixar o PT.

A lista seria grande, começando com a ex-ministra Marina Silva, hoje candidata à vice-presidência, e passando por uma série de nomes expressivos, tais como Erundina, Heloisa Helena, etc... etc...

O caso da jornalista Eliane Aquino, a viúva do ex-governador de Sergipe, merece, no entanto, uma análise toda especial.

Primeiro pelo fato de ser viúva de Marcelo Déda, um político que sempre se manteve acima de qualquer crítica - a não ser nas escaramuças eleitoreiras - até por parte da própria oposição.

O ex-presidente Lula havia colocado na sua relação de prioridades para 2014 eleger Marcelo Déda senador por Sergipe. Mas o destino - ou terá sido um erro no diagnóstico inicial? - desfez essa hipótese.

Déda, com sua postura elegante, inteligente, excelente orador, mas acima de tudo um homem de caráter, jamais desceu o nível das suas propostas e teses.

Seria como um raio de luz a iluminar o hoje sombrio ambiente do Senado Federal, comandado por Renans, Sarneys e Cia.

A população de Sergipe muitas vezes até votou contra o governador, rendeu-se ao que ele significava para o Estado e para o Nordeste. Redimiu-se por ocasião dos funerais de Marcelo Déda.

Todos os relatos descrevem até com emoção do próprio jornalista o estado de alma da população diante do tamanho da perda que só naquela hora muitos teriam percebido. Foi uma autêntica comoção popular.

As lágrimas da população banharam Aracaju e teriam fatalmente que atingir a família de Marcelo Déda. Em especial sua atual esposa, Eliane Aquino, que exercia, por méritos próprios, as funções de secretária estadual de Integração Social.

No primeiro mandato de Marcelo Déda, trabalhou com a ONG no bairro Santa Maria, um dos mais pobres da cidade.

Entretanto, na campanha pela reeleição, em 2004, ela foi alvo da habitual e inevitável intriga de adversários que a acusaram de usar a máquina municipal para beneficiar a "Missão Criança" e acabou se afastando. Mais tarde, assumiu o cargo de secretária estadual de Integração Social.

Não conheço essa moça pessoalmente. Mas conheci Marcelo Déda.

E tenho a sensação de que a morte do marido, aos 50 e poucos anos, coloca Eliane numa posição privilegiada para sair candidata.

Prova disso são os depoimentos de pessoas que já começam a ver na moça uma certa aura, e que falam dela como se tivesse poderes especiais.

A candidatura de Eliane ao Senado ganhou recentemente o apoio do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, ex-petista, uma das figuras mais simpáticas e agradáveis que presidiu aquele tribunal.

Enfim, seja na cúpula, seja entre o chamado "povão", parece estar ressurgindo em Sergipe alguém para iluminar a escuridão do Senado. Eliane Aquino, se aceitar ser candidata, estará levando para lá o legado de Marcelo Déda.

Um belo legado.

Baita responsabilidade, hein, dona Eliane?

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