Viúvos a jato

Hélio Schwartsman já foi melhor em seus argumentos e busca agora uma saída honrosa da defesa da Lava Jato. As provas foram sempre frágeis contra Lula e havia, sim, muita convicção e vontade de condená-lo. Isso foi propalado desde o início. A marca da imoralidade veio à tona quando a imprensa comprou a briga entre o juiz e o réu, e não entre acusação e defesa.

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Hélio Schwartsman já foi melhor em seus argumentos e busca agora uma saída honrosa da defesa da Lava Jato. As provas foram sempre frágeis contra Lula e havia, sim, muita convicção e vontade de condená-lo. Isso foi propalado desde o início. A marca da imoralidade veio à tona quando a imprensa comprou a briga entre o juiz e o réu, e não entre acusação e defesa.

Na mesma Folha de S. Paulo, Catarina Rochamonte subverte a realidade para adaptar a sua ideologia quando denuncia os “cupins” contra a Lava Jato. Ela não consegue admitir que os principais térmitas da operação foram Dallagnol e Moro, em conluio criminoso e vergonhoso. O combate à corrupção pode até ter sido o falso objetivo nobre, mas o resultado quase exclusivo foi tirar Lula da eleição de 2018. Talvez não se soubesse exatamente a consequência de tirá-lo do páreo eleitoral, mas isso estava no horizonte desde sempre. Por acaso a corrupção do desgoverno bolsonarista diminuiu? Ou leite condensado, picanha e não usar as verbas para saúde, educação, ciência, tecnologia e preservação ambiental não contam?

A Folha em seu centenário, comemorado em fevereiro deste ano, busca alternativas para dar respostas a um público com perfil distinto do que o próprio jornal gostaria. Publicou editorial contundente de aniversário, mas não disse tudo. Ainda haverá o arrependimento por apoiar o golpe de 2016 como houve para o de 1964? Li os cumprimentos pela efeméride, mas não há cem anos sem leitores. Nas comemorações faltou o agradecimento a quem também contribui com o debate no Painel do Leitor. Ou valem apenas os que escrevem nas colunas de Opinião?

Órfã dos tucanos de alta plumagem, a Folha deve estar buscando em Luciano Huck, seu cândido representante. A ombudsman voltou à atividade e revelou a condescendência da imprensa com esse provável candidato. Salta aos olhos a conivência (ou seria conluio?) da Folha com Luciano Huck. O jornal expressar uma preferência política não se choca com a propalada pluralidade de opinião, como o fazem congêneres norte-americanos, mas precisa deixar isso explícito. Nem Flávia Lima – a ombudsman – tocou no fato de que o apresentador é também criminoso ambiental e teve a petulância de escrever sobre a importância do turismo ecológico no Brasil. Em quatro outras oportunidades fiz tais comentários, jamais publicados na Folha. Respeitemos as dores da viúva.

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