Você consegue enxergar a sociedade “invisível”?

Comecei a acompanhar essa página para que a leitura dessa realidade alheia, apesar de "incômoda" e tão distinta da minha, e daqueles que me cercam, bem distante da minha vidinha pequeno-burguesa, desperte-me da minha letargia e comodismo

Comecei a acompanhar essa página para que a leitura dessa realidade alheia, apesar de "incômoda" e tão distinta da minha, e daqueles que me cercam, bem distante da minha vidinha pequeno-burguesa, desperte-me da minha letargia e comodismo
Comecei a acompanhar essa página para que a leitura dessa realidade alheia, apesar de "incômoda" e tão distinta da minha, e daqueles que me cercam, bem distante da minha vidinha pequeno-burguesa, desperte-me da minha letargia e comodismo (Foto: Lula Miranda)

Eu passei a "curtir" a página “SP invisível” [procure no Google] por dica de um amigo que faz parte, como eu, da chamada “elite branca”. E passei a querer receber postagens/notícias dessa página, todos os dias. Não que seja uma das leituras mais agradáveis – tampouco é desagradável, daí o grande lance e surpresa que esse tipo de leitura nos traz: até das situações mais adversas, algumas pessoas conseguem viver com dignidade e alegria. E essa é apenas uma das lições que se pode extrair dessa instigante leitura.

Comecei a acompanhar essa página para que a leitura dessa realidade alheia, apesar de "incômoda" e tão distinta da minha, e daqueles que me cercam, bem distante da minha vidinha pequeno-burguesa, desperte-me da minha letargia e comodismo.

Para que esta leitura lembre-me, todos os dias, de o quanto ainda tenho que lutar e trabalhar por um mundo melhor, mais igualitário, menos injusto. E lutar e lutar. E trabalhar e trabalhar. Sem deixar me abater ou tombar pelo desalento; sem deixar me abater pelos políticos corruptos (de todos os partidos).

Sem deixar me envenenar pelo fanatismo partidário; pelo Fla X Flu ou Ba X Vi dessa eterna disputa PSDB X PT. O Brasil é muito mais do que isso.

Sem deixar me abater ou intimidar, tampouco, pelo antipetismo, de “mau gosto” e “bom tom”, hoje na "moda”.

Sem deixar me abater ou intimidar pela intolerância e arrogância dos ignorantes “magistrados” do “Tribunal do Fêicibuque”, como diria o querido Tom Zé, referindo-se aos “verdugos” boquirrotos, que nunca leram ou realizaram obra alguma, mas que a despeito disso, se acham "gênios" da raça. Falar é fácil; difícil é fazer.

Sem deixar me abater pela grande mídia, inescrupulosa, corrompida e corruptora, que manipula a mentalidade mediana da nossa classe média conservadora.

Sem deixar me abater por essa elite reacionária/escravocrata que não permite que se destine sequer um pouco de raspas e restos para aqueles que não tiveram a "sorte" dos "bem nascidos" - "bem nascidos" tal qual este que vos escreve, inclusive. Mas, também, de muitos que estão do lado de cá e não se conformam com tanta iniquidade e egoísmo.

Note que não se trata de expropriar propriedades ou grandes fortunas, ou de enforcar o último capitalista usurário nas tripas do último vigário pedófilo ou do derradeiro pastor vigarista.

Não!

Não é nada disso.

Trata-se apenas de dividir, um pouquinho apenas, de uma maneira um pouco mais justa, as riquezas desse rico país moralmente empobrecido.

Mas nem isso essas elites reacionárias e essa classe média conservadora, feia, burra e iletrada, permite ou deseja.

Muitos desses que batem caçarolas, dizendo impropérios e xingamentos vis, enquanto a presidente da República fala à nação, para além de suas razões e interesses pessoais ou de sua irracionalidade golpista, têm genuíno ódio e verdadeiro asco pelos desassistidos, pelos marginalizados, pelos desgraçados, enfim pelos "fodidos” e mal pagos de todos os matizes.

Muitos desses que clamam pelo impeachment da presidente deveriam, na verdade, da sacada de seus apartamentos suntuosos, situados em bairros nobres, chacoalhar as suas joias - como queria John Lennon, de modo sarcástico, dirigindo-se à nobreza inglesa numa apresentação dos Beatles para a elite há mais de 50 anos. Ou, tudo bem, vá lá, que sacudam as suas ordinárias semi joias e outros balangandãs, numa tosca alegoria, sem charme ou alegria!

Mas deveriam mesmo, cá entre nós, é sacudir suas vergonhas, pois muitos desses estão defendendo apenas seus interesses perdidos, escusos, suas prebendas, suas “boquinhas”, que ficaram para trás, em tempos idos e governos passados/fracassados.

É preciso não perder a fé – notadamente nos homens e nas mulheres trabalhadores que constituem, de verdade, o povo brasileiro.

É preciso não perder a fé nos operários, nos sindicalistas, nos trabalhadores sem terra, nos sem-teto, nos jovens, nos estudantes, nos desvalidos.

E se ousarem colocar o bloco dos golpistas nas ruas...

No lugar de caçarolas, a foice e o martelo!

[Falo isso, claro, para provocar os assombrados por fantasmas do passado - já que veem “comunistas” onde em verdade existem humanistas.]

Ou seja: no lugar das senhoras católicas com Deus pela propriedade; no lugar de uma elite reacionária e moralmente falida, veremos marchar pelas ruas das nossas grandes cidades, brevemente, o grande exército, por ora silente e “apaziguado”: os sem terra, os sem-teto e os operários.

Mas não devemos perder a fé.

Devemos, sim, louvar a Graça de Deus. Amém!

Porém, a Graça que mais me preocupa está na alma dos "desgraçados", dos eufemisticamente chamados “deserdados da sorte”. Pois a estes está destinado o Reino de Deus – e dos homens.

Não devemos nos deixar encantar pelo fulgor do “ouro de tolo” do alto luxo das elites e dos arrivistas da ocasião, tampouco na suposta graça [sem graça] de santos(as) do pau oco.

Cristo também caminhava na boa companhia dos pobres e dos marginalizados da sociedade da sua época – vale lembrar este “detalhe”, não aos hipócritas e aos “vendilhões do templo”, mas aos verdadeiros cristãos e, também, principalmente, às(os) carolas, papa-hóstias e meros frequentadores desatentos/displicentes de igrejas as mais diversas.

Os canalhas não vencerão essa batalha!

Pois não é deles o bom combate.

Eles perderam a razão.

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