Xi Jinping

Segundo o The Guardian, há forças contrárias à aproximação com a China e a um eventual afastamento gradativo dos Estados Unidos, mas ninguém pode ignorar que a China cresce muito e atrai novos parceiros, enquanto que os EUA estão em declínio

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O jornal The Guardian, de Londres, do último dia 19/10/15, afirma que desde 2005 a crise financeira faz o ocidente crescer pouco mais que zero e torna a economia global cada vez mais dependente da China, que cresce a quase 7% ao ano e que em 2030 terá um PIB duas vezes maior que o dos Estados Unidos.

Com efeito, a visita do Presidente Xi Jinping e sua esposa Peng Liyuan a Londres nesta semana (19 a 25/10/15) deve selar acordo para incluir a Inglaterra num grande programa de obras de infraestrutura em países asiáticos através do Asian Infrastructure Investment Bank-AIIB, o que será seguido por outros 30 países, entre os quais a Alemanha e a França.

Os Estados Unidos se opõem a esse acordo (por entendê-lo prejudicial aos interesses do FMI e do Banco Mundial), que segundo o The Guardian é “o mais significativo ato de independência” do Reino Unido para com a política exterior americana, desde que os acordos de Bretton Woods em 1944 ditaram a nova ordem mundial para o pós-guerra e tornaram a politica econômica britânica uma mera sombra da norte americana.

Segundo o conceituado jornal, há forças contrárias à aproximação com a China e a um eventual afastamento gradativo dos Estados Unidos, mas ninguém pode ignorar que a China cresce muito e atrai novos parceiros, enquanto que os Estados Unidos estão em declínio (crescimento mínimo e um grande passivo advindo do imenso aparato militar e de conflitos bélicos em todos os quadrantes da terra). A Austrália, velho aliado americano, já exporta mais de um quarto de sua produção para China e muitos outros países se acostam à liderança chinesa. E quem não enxergar a nova situação ficará na marginalidade, o que não é o caso do governo britânico que reconheceu tal situação e trabalha de acordo com ela.

Verdade que os britânicos contestam a situação dos direitos humanos no país asiático, segundo seus valores e desejos, mas “a China retirou 600 milhões de pessoas da pobreza, a maior contribuição global para os direitos humanos nas últimas três décadas”. Nesse período se direciona para tornar-se uma sociedade livre e progressista.

Ora, o crescimento da China é 05 vezes maior que o dos Estados Unidos e 06 ou mais vezes que os países da Europa, que estão ávidos de se tornarem parceiros do país asiático, então, qual a razão de setores da oposição política brasileira serem contrários a essa parceria, sabendo-se que a economia da China já é três vezes superior à do Reino Unido e em 15 anos será 02 vezes maior que a americana? Tendo-se em conta, ainda, (i) que em razão da larga visão e dos esforços do governo Lula da Silva nosso país é parceiro de primeira hora desse gigante econômico, seu companheiro no BRICS; (ii) que as grandes potências mundiais estão ávidas de aproximação com a China.

Esse mesmo raciocínio pode ser empregado em relação a Cuba, da qual o Brasil também é parceiro de primeira hora e com a qual as grandes potências buscam fazer parcerias para investimentos estruturais, mas que setores oposicionistas de nosso país querem ver afastada.

Como disse o eminente Ministro Luís Roberto Barroso no último dia 18/10/15, em palestra na Associação dos Advogados de São Paulo-AAS, “O Brasil precisa definir se é republiqueta ou grande nação”, sendo certo que jamais galgará a condição de grande nação, com ideias e ações obtusas, bárbaras e preconceituosas, como as defendidas por parte dessa atrasada oposição política, por mais elitizada e iluminada que pense ser.

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