Xou do Moro

Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia, critica o que chama de "descolamento patético da realidade" de Sergio Moro, justamente quando o ministro "deveria estar se pronunciando sobre a morte de um bandido que ele, deliberadamente, protegeu, ao não incluí-lo na lista de procurados do Ministério da Justiça"

(Foto: Divulgação)

Por Leandro Fortes, para o Jornalistas pela Democracia - Enquanto a Polícia Militar da Bahia queimava, a tiros, o arquivo que poderia esclarecer a participação da família Bolsonaro no assassinato se Marielle Franco e Anderson Gomes, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, lamentava, no Twitter, a falta dos programas infantis de outrora.

Enquanto o super fantástico amigo de Flávio Bolsonaro ganhava um passeio eterno no balão mágico da milícia, Moro, que tem todo pinta de ter sido criado a farinha lactea com banana maçã, lamentava a ausência de angélicas e maras-maravilhas nas manhãs televisivas.

Não se trata só de um anacronismo ridículo, mas, principalmente, de um descolamento patético da realidade, justo quando Moro, como ministro, deveria estar se pronunciando sobre a morte de um bandido que ele, deliberadamente, protegeu, ao não incluí-lo na lista de procurados do Ministério da Justiça.

Raso e delirante, Moro segue como herói do gado e ministro mais popular do governo.

Essa é, enfim, nossa tragédia. 

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