Zé Ricardo, o Fora Temer da Gávea

Ele bem que tentou, mas não conseguiu eliminar o Flamengo da copa do Brasil

Ele bem que tentou, mas não conseguiu eliminar o Flamengo da copa do Brasil
Ele bem que tentou, mas não conseguiu eliminar o Flamengo da copa do Brasil (Foto: Nêggo Tom)

Ele bem que tentou, mas não conseguiu eliminar o Flamengo da copa do Brasil. E eu não estou falando do Santos. Estou falando do técnico Zé Ricardo, do Flamengo. Apesar de ter escalado o goleiro Muralha - que ele mesmo havia barrado por deficiência técnica - depois de manter Rafael Vaz no time titular - deixando o experiente Juan no banco - e ainda ter colocado em campo, o meia Gabriel, que não jogava há meses e que não fez nenhuma falta enquanto esteve fora, o técnico do Flamengo teve que engolir a própria classificação.

Na Libertadores da América, ele tanto fez que conseguiu ser eliminado. No campeonato brasileiro ele já está quase fora da disputa pelo título. Na copa Sul americana, ele precisa perder de 6 para não se classificar, o que não é muito impossível, quando se escala Muralha, Vaz, Gabriel e Márcio Araújo no mesmo time. Eu sei que ele vai dar um jeito de tornar o jogo contra o Palestino, um verdadeiro teste para cardíaco, com alguma de suas invenções. 

As minhas observações táticas sobre o time do Flamengo, são apenas as de um torcedor. O que não invalida a crítica. Afinal, torcedor também entende um pouco de futebol e mais ainda de cornetar. Na minha opinião, o Flamengo tem o melhor elenco do Brasil, e por esse motivo, jamais poderia estar fora da Libertadores e ter tomado quatro gols do Santos em um jogo decisivo como o de ontem. E teria tomado cinco, se o árbitro não tivesse voltado atrás na marcação de um pênalti, que aliás,  realmente não aconteceu. 

Zé Ricardo vem abusando do direito de errar que a sorte lhe permite. A torcida, e boa parte da imprensa, não entendem as suas opções e as suas predileções por alguns jogadores, que já provaram que comprometem o bom rendimento do time. Sem falar no seu esquema tático que é previsível e não possui variações. Os 4x2 para o Santos, apesar de ter garantido a classificação as semi-finais, foi mais um vexame rubro-negro. 

Arrisco a dizer, que se tivéssemos mais 3 minutos de jogo, o time de Levir Culpi teria feito o quinto gol e se classificado, o que inevitavelmente faria com que o presidente Bandeira de Mello, revisse a sua decisão de permanecer com Zé Ricardo no comando da equipe. A pressão da torcida, que já era grande, está cada dia maior, e o jogo de domingo contra o Corinthians, será uma espécie de sessão do impeachment para o técnico. Se perder, não dará para salvar o seu mandato. A presidenta Dilma caiu por muito menos. Ou por nada. 

A nação rubro-negra cobra providências e alguma coisa precisa ser feita. O time não engrena, não convence, não empolga. Muitos dizem que o Zé Ricardo não tem culpa das falhas individuais e coletivas da equipe. Mas quem escala o time? Quem determina o sistema de jogo? Quem orienta o posicionamento dos jogadores em campo? Quem mantém no time, jogadores useiros e vezeiros em falhar e entregar o ouro pro adversário? Está muito difícil engolir um rendimento tão baixo, de um grupo com um investimento tão alto.
 
O problema agora é saber quem poderia substituir o Zé Ricardo, caso ele fosse demitido. Não tem nenhum nome de peso disponível no mercado brasileiro. Será que o Rodrigo Hilbert também entende de futebol? Custa nada perguntar, né? Dizem que o cara sabe fazer de tudo. Vai que....Enfim, a comparação é triste de se fazer, até porque o Zé Ricardo é gente boa e de caráter, mas infelizmente, o seu índice de aprovação entre a nação rubro-negra, deve estar na casa dos 3%. Lembra alguém? 

É, Zé! Acho que você virou o "Fora Temer" da Gávea.

SRN!

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