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ANP autoriza biorrefinaria no RS e libera produção de gás de cozinha renovável

Primeira autorização do país permite produção contínua de Bio-GL, combustível que pode reduzir em até 70% as emissões de CO₂ em relação ao GLP fóssil

ANP autoriza biorrefinaria no RS e libera produção de gás de cozinha renovável (Foto: Divuglação )

247 - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a operação da primeira biorrefinaria do Brasil, permitindo a produção e a comercialização contínua de gás de cozinha de origem renovável. A medida inaugura uma nova etapa para o uso de combustíveis sustentáveis no país.

Segundo informou a Folha de S.Paulo, a ANP afirma que testes indicam que o combustível, conhecido como Bio-GL, pode reduzir entre 65% e 70% as emissões de dióxido de carbono em comparação ao gás liquefeito de petróleo de origem fóssil.

A autorização foi concedida à Refinaria de Petróleo Riograndense, localizada em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, uma sociedade entre a Petrobras e o grupo Ultra. Trata-se da primeira autorização permanente dada pela ANP a uma unidade de refino que utiliza 100% de matéria-prima renovável.

A refinaria já vinha realizando testes com combustíveis sustentáveis, dentro da estratégia da Petrobras de reduzir as emissões associadas aos produtos que comercializa. Na semana passada, a presidente da estatal, Magda Chambriard, anunciou investimentos de R$ 6 bilhões na unidade.

De acordo com a ANP, a documentação técnica apresentada comprovou que o Bio-GL atende integralmente às especificações físico-químicas exigidas para o gás de cozinha, permitindo seu uso direto, sem necessidade de adaptações em equipamentos ou na infraestrutura existente.

Com base em testes laboratoriais, a agência decidiu equiparar o Bio-GL ao GLP convencional para fins regulatórios, estendendo ao combustível renovável todas as regras aplicáveis ao gás de cozinha. “A iniciativa de produção nacional de Bio-GL vai ao encontro do desenvolvimento de combustíveis de origem renovável no país, de forma alinhada às políticas públicas, com ganhos ambientais, de segurança energética e de abastecimento”, afirmou a ANP.