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Embrapa apresenta o AgriZone na COP 30 e reforça protagonismo do Brasil em agricultura sustentável

Espaço em Belém mostrará mais de 400 atividades, tecnologias de baixo carbono e iniciativas para fortalecer a segurança alimentar

Embrapa apresenta o AgriZone na COP 30 e reforça protagonismo do Brasil em agricultura sustentável (Foto: Giorgio Venturieri/Embrapa)

247 – A Embrapa marcará presença na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada entre 10 e 21 de novembro, em Belém (PA), com o AgriZone – Casa da Agricultura Sustentável

O espaço foi criado para promover o diálogo e a troca de experiências entre governos, cientistas, produtores e comunidades sobre as ações necessárias para impulsionar uma agricultura sustentável e garantir a segurança alimentar em um cenário de emergência climática. As informações foram publicadas pela Agência Gov e detalhadas pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, em entrevista à Voz do Brasil.

Agricultura tropical e inovação tecnológica

“Aproveitamos a oportunidade de a COP acontecer no Brasil para montar uma área de demonstração das tecnologias que desenvolvemos para a agricultura tropical, que é diferente da agricultura de clima temperado nesses últimos 50 anos”, explicou Silvia Massruhá. Segundo ela, o AgriZone reunirá práticas de manejo sustentável, tecnologias para a agricultura de baixo carbono e soluções voltadas tanto à adaptação quanto à mitigação das mudanças climáticas.

O espaço contará com cerca de 400 eventos, incluindo painéis, exposições, experiências gastronômicas e culturais, além de vitrines tecnológicas que evidenciam o potencial da agricultura brasileira em reduzir emissões e preservar os biomas.

Recuperação do solo e integração de sistemas produtivos

A presidente destacou que uma das prioridades da Embrapa é a recuperação da saúde do solo, com tecnologias que vão desde o plantio direto até a integração lavoura-pecuária-floresta. “Vamos mostrar como funciona um sistema agroflorestal, como se pode produzir açaí, cacau e banana junto com café robusta amazônico”, afirmou.

Essas iniciativas se alinham ao programa Caminho Verde Brasil, liderado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que prevê a recuperação de 40 milhões de hectares de áreas degradadas.

Monitoramento e plataformas de carbono

Durante a COP 30, a Embrapa lançará também a plataforma Solo BR, que reúne 52 mil amostras e posiciona o Brasil na vanguarda do monitoramento da saúde dos solos. “O país está sendo pioneiro em acompanhar a qualidade do solo, essencial para reduzir emissões e consolidar práticas regenerativas”, disse Massruhá.

Outras inovações que serão apresentadas incluem protocolos de carne, soja e leite de baixo carbono, além de cultivares resistentes a estresse hídrico e doenças. Também serão exibidos bioinsumos e bioprodutos, fundamentais para o avanço de uma agricultura mais limpa.

Parcerias e inclusão social

O AgriZone é resultado de uma ampla articulação entre Embrapa, Ministério da Agricultura e Pecuária, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e Ministério do Desenvolvimento Social, além de parcerias público-privadas. O objetivo é integrar pequenos, médios e grandes produtores, comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais, além de ONGs e cooperativas.

“Queremos mostrar, de forma concreta, a diversidade da agricultura brasileira e como ela pode ser uma solução dupla para as mudanças climáticas: ao mesmo tempo que produz alimentos, ajuda a reduzir emissões”, destacou a presidente da Embrapa.

Visitação e participação pública

A AgriZone ficará a cerca de 1,5 km das zonas oficiais da COP 30 (Blue Zone e Green Zone) e será aberta ao público. As inscrições poderão ser feitas no site embrapa.br/cop30, onde também estão disponíveis mapas e informações sobre as atividades.

“Teremos mais de 400 palestras e debates nesses dez dias para mostrar que a agricultura brasileira é parte da solução. Produzimos alimentos e, ao mesmo tempo, contribuímos para o equilíbrio climático, com base em ciência, tecnologia e políticas públicas”, afirmou Silvia Massruhá.

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