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Lei do combustível sustentável impõe desafio ao setor aéreo

Especialistas alertam para custo elevado e baixa oferta de SAF, enquanto Petrobras e Acelen anunciam investimentos para ampliar a produção até 2028

Lei do combustível sustentável impõe desafio ao setor aéreo (Foto: Divulgação)

247 - Especialistas e representantes do setor aéreo avaliam que o cumprimento das metas previstas na Lei do Combustível do Futuro exigirá forte ampliação da oferta de SAF (combustível sustentável de aviação) e redução de custos. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, que destacou os desafios para que as companhias aéreas brasileiras atendam às exigências ambientais a partir de 2027.

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2024, a lei estabelece metas graduais de redução das emissões de gases de efeito estufa no setor aéreo, começando com 1% em 2027 e alcançando 10% em 2037. A estratégia se baseia na substituição parcial do querosene de aviação tradicional pelo SAF.

Considerado uma das principais alternativas para a descarbonização, o SAF pode emitir até 80% menos gases de efeito estufa em comparação ao combustível fóssil, dependendo da matéria-prima e do processo produtivo. Ele pode ser fabricado a partir de resíduos agrícolas, óleo de cozinha usado, gorduras, cana-de-açúcar e milho, desde que atendidos critérios de sustentabilidade.

Apesar do potencial ambiental, o combustível ainda é caro e produzido em escala insuficiente. De acordo com projeções da Iata, a produção global deve ter alcançado 1,9 milhão de toneladas em 2025, o equivalente a 2,4 bilhões de litros — apenas 0,6% do consumo total de combustível de aviação. O custo adicional para o setor foi estimado em US$ 3,6 bilhões no período.

No Brasil, a Petrobras anunciou em dezembro as primeiras entregas de SAF para distribuidoras que operam no Galeão, no Rio de Janeiro, totalizando 3.000 metros cúbicos — volume equivalente a um dia de consumo nos aeroportos fluminenses. A estatal informou que projeta produzir 1,3 mil barris por dia por meio do coprocessamento em refinarias existentes e planeja ampliar a capacidade até 2026.

Outra iniciativa vem da Acelen Renováveis, do grupo Mubadala Capital, que pretende investir US$ 3 bilhões em uma planta integrada para produção de biocombustíveis a partir da macaúba. A unidade terá capacidade estimada de 1 bilhão de litros por ano, com início de operação previsto para 2028, em meio aos esforços para viabilizar o cumprimento das metas ambientais estabelecidas pela nova legislação brasileira.