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48 entidades assinam manifesto em que afirmam que discurso de Bolsonaro na ONU "envergonha" o Brasil

Para as 48 entidades que assinam o documento, o discurso de Jair Bolsonaro na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU foi "um ataque planejado e consciente, que tem a intenção falaciosa de mostrar ao mundo uma realidade que não corresponde ao que ocorre no Brasil"

Bolsonaro em discurso para ONU (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - Em um manifesto lançado nesta quinta-feira (24), 48 entidades e instituições criticam duramente o discurso feito por Jair Bolsonaro na abertura da 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira 22). Para os signatários do manifesto, Bolsonaro "envergonha brasileiras e brasileiros com uma fala de apenas 14 minutos, mas repleta de inverdades.

Segundo reportagem do UOL, o documento destaca que o discurso de Bolsonaro foi "um ataque planejado e consciente, que tem a intenção falaciosa de mostrar ao mundo uma realidade que não corresponde ao que ocorre no Brasil, desde sua chegada ao governo".

"São omitidos, propositalmente, números, dados e fatos em relação à destruição da Amazônia, como crimes ambientais. O discurso, desta vez em espaço internacional, não difere dos comumente dirigidos aos seus eleitores no Brasil, contudo, nesta ocasião Bolsonaro fez questão de destacar uma série de temas de extrema relevância ao Brasil e os apresentou com todos os requintes falaciosos possíveis, como forma de esconder as inúmeras denúncias contra ações e omissões danosas do seu governo", ressalta o texto. 

O manifesto também destaca as acusações feitas por Bolsonaro de que as queimadas e o desmatamento na Amazônia e no Pantanal são feitos por indígenas e outros povos tradicionais.  

"O presidente acusou de forma irresponsável os indígenas e outras populações tradicionais como responsáveis pelas queimadas na Amazônia. A fala reafirma sua negação de direitos e todo seu ódio aos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais”, destaca o manifesto.  "Para nós, o atual governo é indigno de ocupar tal cargo e por isto manifestamos nosso protesto contra seu governo", finaliza o documento.