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Brasil

5 mil protestam em enterro de líderes extrativistas

Militantes do MST bloqueiam estrada e ferrovia que do acesso a Marab (PA), onde foi sepultado o casal Jos Cludio Ribeiro da Silva e Maria do Esprito Santo, assassinado na tera-feira

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47, com informações da Agência Brasil – O assassinado dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, na terça-feira (24), continua a repercutir no Brasil e no exterior. Nesta quinta-feira, enquanto a imprensa internacional segue a noticiar e lamentar o crime, um protesto que reuniu mais de 5 mil pessoas marcou o enterro do casal, em Marabá, no Pará. Às 5h, militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de outras entidades ligadas à luta na área rural bloquearam uma ponte sobre o Rio Itacaiúnas e uma ferrovia próximo à cidade de Marabá, onde José Cláudio e Maria.

Durante o protesto, os manifestantes atearam fogo em pneus e pedaços de madeira. Eles só liberaram uma estrada e a ferrovia que dão acesso a Marabá depois da chegada da Polícia Militar. “Foi um ato contra o assassinato [do casal de extrativistas, cujos nomes faziam parte de uma lista de pessoas ameaçadas de morte no estado]”, disse a integrante da coordenação do MST no Pará Maria Raimunda Cezar.

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“Interditamos os dois sentidos da pista e a ferrovia. Não houve confronto. A pista só foi liberada depois que terminou a marcha”, acrescentou Maria Raimunda. Entidades como a Via Campesina e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri ) participaram da manifestação. Segundo ela, durante o protesto foi rezada uma missa em memória aos extrativistas. O cortejo percorreu as ruas de Marabá até chegar a um cemitério. O enterro ocorreu por volta do meio-dia.

João Cláudio e Maria do Espírito Santo foram mortos a tiros em uma estrada vicinal que leva ao Projeto de Assentamento Agroextrativista Praialta-Piranheira, na comunidade de Maçaranduba 2, a 45 quilômetros do município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará. Eles já eram vítimas de ameaças desde 2008, mas não receberam proteção policial.

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A Polícia Federal (PF) foi acionada, por recomendação expressa da presidente Dilma Rousseff, para investigar a execução dos dois líderes, ligados ao Conselho Nacional dos Seringueiros no município de Nova Ipixuna. Além da PF, o Ministério Público Federal também está acompanhando o caso.

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