83% dos brasileiros estão insatisfeitos com a preservação da Amazônia, diz pesquisa

Pesquisa realizada pela Febraban aponta que 83% da população brasileira está insatisfeita com a preservação da Floresta Amazônica.As queimadas e o desmatamento são o maior problema enfrentado pela floresta na opinião de 44% dos brasileiros

Vista de área desmatada da floresta amazômica perto de Porto Velho 21/08/2019
Vista de área desmatada da floresta amazômica perto de Porto Velho 21/08/2019 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Daniel Mello, Agência Brasil - Pesquisa divulgada hoje (27) pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que 83% da população brasileira está insatisfeita com a preservação da Floresta Amazônica. Entre os sentimentos que a atual situação do bioma evocam, o que mais apareceu foi tristeza (24%), seguido por indignação (17%), esperança (17%) e medo (11%).

Para a elaboração da pesquisa, foram ouvidas 1,2 mil pessoas com mais de 18 anos de idade, em todas as regiões do país, de ambos os sexos, com diferentes faixas de idade e renda. Além disso, foram ouvidas mais 300 pessoas especificamente dos estados que abrangem a Amazônia Legal.

Sobre a importância da floresta, 37% disseram que consideram a região como “pulmão do mundo”, ou seja, fundamental para manutenção da qualidade do ar. Enquanto 35% afirmaram que a floresta é “a maior riqueza natural do Brasil” e 12% consideram que o bioma é estratégico para a “manutenção do equilíbrio do clima”.

Queimadas e desmatamento

As queimadas e o desmatamento são o maior problema enfrentado pela floresta na opinião de 44% dos brasileiros. O garimpo ilegal, a grilagem de terras e o tráfico de drogas e armas foram apontados, cada um, por 12% da população como maiores desafios à preservação das matas e biodiversidade.

O desmatamento aumentou nos últimos anos, na visão de 77% da população, enquanto 14% acreditam que o ritmo de derrubada da floresta permanece o mesmo. A extração de madeira é a maior responsável pelo desmatamento na opinião de 48%, seguida pela grilagem de terras (14%), criação de gado (11%) e garimpo ilegal (11%).

Entre as preocupações que a derrubada da floresta gera, 34% apontaram a perda de biodiversidade, com a morte de espécies de animais e plantas. Para 25%, o desmatamento impulsiona as mudanças climáticas e o aquecimento global.

Combate

Em relação às medidas de combate à destruição, 83% disseram ser favoráveis ao endurecimento das punições por desmatamento; 67% disseram ser contra a redução das reservas indígenas; e 86% contra a autorização de garimpo em territórios reservados aos povos tradicionais.

As lideranças indígenas tiveram maior percentual de aprovação na sua atuação em relação a floresta, com uma avaliação positiva por 73% da população. O Exército Brasileiro teve a segunda maior aprovação em suas ações na região, com 69%.

A respeito da soberania brasileira sobre a região, 54% disseram que a comunidade internacional tem o direito de pressionar pela preservação e 41% acreditam que outros países não devem opinar em relação às políticas para a floresta.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Apoia-se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247