A condenação de Lula no país do apartheid social

Para o professor da cadeira de Ciências Políticas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Juarez Guimarães, destaca que se na África do Sul "Mandela, foi condenado por um júri de brancos no país do apartheid social, Lula está sendo condenado por um júri de classe dos grandes capitalistas no país do apartheid social"; para Guimarães, porém, "na história, não no tribunal dos racistas, Mandela tornou-se invencível. Assim como na caravana ao Nordeste, será preciso agora abraçar Lula. O seu lugar é no coração da história do povo brasileiro", finaliza

29/08/2017- Lula recebe homenagem de vaqueiros de Morada Nova (CE) Foto Ricardo Stuckert
29/08/2017- Lula recebe homenagem de vaqueiros de Morada Nova (CE) Foto Ricardo Stuckert (Foto: Paulo Emílio)

247 - Para o professor da cadeira de Ciências Políticas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Juarez Guimarães, a única maneira de defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo ele, vem sendo "julgado por um regime de justiça de exceção, condenado pela Rede Globo e por todas as grandes empresas de comunicação antes já de ser julgado" é " restituí-lo à história do povo brasileiro."

"Se Mandela, foi condenado por um júri de brancos no país do apartheid social, Lula está sendo condenado por um júri de classe dos grandes capitalistas no país do apartheid social", destaca Guimarães em um artigo publicado nesta sexta-feira (8) em defesa do ex-presidente. Para ele, a comparação com o líder sul-africano "é justa porque, assim como Mandela, Lula é a liderança operária e popular de maior raiz, amplitude e identidade de toda a história brasileira".
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É absolutamente necessária a comparação de Lula com Mandela porque assim como os racistas sabiam que era preciso desmoralizar Mandela e mantê-lo preso para manter o regime do apartheid, os que dirigem o golpe contra a democracia no Brasil sabem que sem desmoralizar Lula e sem interditar a sua liderança política, a democracia e os direitos do povo podem voltar ainda com mais força", avalia.

"Na história, não no tribunal dos racistas, Mandela tornou-se invencível. Assim como na caravana ao Nordeste, será preciso agora abraçar Lula. O seu lugar é no coração da história do povo brasileiro", finaliza. .

 

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