"A nossa luta é contra pessoas cruéis e covardes"

Eis o que disse o assassino Wellington Meneses, em vdeo, antes de matar 12 crianas inocentes

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247 – Como outros serial killers, Wellington Meneses também deixou um vídeo. Ele foi publicado nesta terça-feira pelo portal G1 e reproduzido ainda no Jornal Nacional e na Globonews. Está também no YouTube (veja abaixo). No vídeo, ele, aparentemente calmo, mas demonstrando ser uma pessoa fora do que pode ser definido como um padrão normal de comportamento, detalha as razões pelas quais matou 12 crianças no Realengo. “A luta pela qual muitos irmãos no passado morreram, e eu morrerei, não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defenderem”, afirma.

Wellington foi vítima de bullying na infância. Relatos de ex-alunos apontam que ele foi agredido por vários colegas e teve até a cabeça colocada em vasos sanitários, quando tinha apenas 13 anos. O vídeo dá a entender que o ataque também foi motivado por razões que extrapolam as agressões que sofreu – e que estariam ligadas ao fundamentalismo religioso. Wellington fala em irmãos, como se fizesse parte de uma “fraternidade”, e a da raspagem da barba, que o caracterizava como muçulmano, antes do ataque. “Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário, porque eu já estava planejando ir ao local para estudar, ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses. Eu fui. Eu ainda não usava barba. Eu fui para dar uma analisada”, diz.

O atirador também diz que esteve na escola dois dias antes do massacre. “Hoje, é segunda, terça-feira, aliás. Eu fui ontem, segunda. Hoje é terça-feira, dia 5. E essa foi uma tática para não despertar atenção. Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente... eu vivo sozinho, não tenho pessoas a dar satisfação. Mas, como eu precisava ir ao local e interagir com pessoas, para não chamar atenção, eu decidi raspar a barba”, afirma.

A polícia investiga se outras pessoas influenciaram Wellington antes do ataque. Em bilhetes, ele se refere a nomes como “Abdul” e “Philipp”. Seu sigilo telefônico e de e-mails foi quebrado por ordem judicial.

Assista ao vídeo:

 

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