A OAB se agiganta, o advogado se apequena
Defensor de João Paulo Cunha, Alberto Zacharias Toron (dir.) teve a palavra cortada por Ayres Britto, numa sessão inicial do julgamento; a OAB, que defende as prerrogativas da advocacia, protestou por meio do advogado Guilherme Batochio (esq.), mas Toron, que é candidato à presidência da Ordem, não gostou de ser defendido
247 – O advogado Alberto Zacharias Toron, que defendeu o réu João Paulo Cunha e já foi derrotado na Ação Penal 470, com a condenação do seu cliente, está envolvido em outra a disputa: a corrida pela presidência da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, fazendo oposição ao atual comando da entidade.
No início do mensalão, Toron teve a palavra cortada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, quando tentou levantar uma questão de ordem. Imediatamente, no dia 3 de agosto, o Conselho Federal da OAB tomou providências para que fosse apurada a eventual violação das prerrogativas profissionais do advogado Toron. A portaria foi assinada pelo advogado Guilherme Batochio.
Toron, no entanto, não gostou de ser defendido. É o que se depreende de duas notas publicadas nesta segunda-feira no Painel da Folha. Leia:
Vetado
A OAB, por meio de uma portaria do conselheiro Guilherme Batochio, vai apurar se o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, violou prerrogativa de Alberto Toron durante julgamento do mensalão. Toron, que defende João Paulo Cunha, foi impedido de levantar uma questão de ordem no plenário.
Enigma
O advogado, no entanto, diz ter ficado surpreso com a iniciativa de Batochio, que pertence a grupo adversário na entidade. "Já faz quase dois meses que isso aconteceu e ninguém lembrou de levantar esta questão na época?", questionou.
Ocorre que a portaria tem data de 3 de agosto. E foi assinada visando proteger os direitos não apenas de Toron, como de todos os advogados representados pela OAB, entidade que Toron planeja presidir. (Leia ainda a reportagem inicial do Conjur sobre o assunto, com link para a portaria).
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