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Abin alerta: coronavírus explode na Petrobrás e trabalhadores falam em greve por condições de trabalho

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teme que ocorra uma reação dos trabalhadores, que falam em greve sanitárias. Segundo os agentes a situação pode causar “impactos negativos nas categorias de transporte autônomo e de indústrias, já muito sensíveis neste momento de crise”

Deyvid Bacelar (Foto: Divulgação | Reuters)

247 - A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informou ao governo de Jair Bolsonaro sobre o aumento de casos de coronavírus entre trabalhadores da Petrobrás e sobre a possibilidade deles reagirem com greve por melhores condições de trabalho, conforme informa reportagem do jornal Estado de S. Paulo. Para a Abin, a situação pode causar desabastecimento de gasolina, GLP e gerar “impactos negativos nas categorias de transporte autônomo e de indústrias, já muito sensíveis neste momento de crise”.

O alerta obtido pelo jornal tem cerca de 950 páginas e reúne dados de 27 de abril a 13 de maio. Os agentes informam que, em nove dias, o número de infectados dobrou, atingindo 872 em 4 de maio, a maioria no Rio de Janeiro.

Para dirigentes de sindicatos, a situação desde maio está ainda pior e pensam seriamente em organizar uma “greve sanitária” por melhores condições de trabalho. "A gente tem alertado desde março que é possível, sim, uma greve sanitária. Por conta das condições de trabalho. Está levando a um aumento de contaminação e de mortes", disse o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) Deyvid Bacelar.

A empresa estatal, alegando sigilo médio, não divulga o número de funcionários mortos pela Covid-19 e, desde 11 de maio, reporta somente casos de empregados efetivos, sem contar os terceirizados e prestadores de serviços.