Acordo de R$ 2 milhões pode encerrar caso Hopi Hari

Os advogados do parque estudam a possibilidade de acordo com a famlia da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, morta ao cair do brinquedo La Tour Eiffel; o advogado da famlia informou que pediria indenizao de R$ 2 milhes por danos morais e materiais; outro R$ 1 milho seria pedido na ao Prefeitura de Vinhedo

Acordo de R$ 2 milhões pode encerrar caso Hopi Hari
Acordo de R$ 2 milhões pode encerrar caso Hopi Hari (Foto: EPITÁCIO PESSOA/AGÊNCIA ESTADO)

Os advogados do parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP), estudam a possibilidade de acordo com a família da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, que morreu após cair do brinquedo La Tour Eiffel, no dia 24. Na semana passada, o advogado da família, Ademar Gomes, informou que entraria com processo contra o parque e pediria indenização de R$ 2 milhões por danos morais e materiais. Outro R$ 1 milhão seria pedido na ação à Prefeitura de Vinhedo.

A informação sobre o acordo que deve ser proposto pelo parque foi confirmada pelo advogado do Hopi Hari Alberto Zacharias Toron. "Os advogados estão conversando sobre isso", afirmou. O advogado Ademar Gomes, que representa a família da vítima, informou que ainda não entrou com processo e que está disposto a negociar com os representantes legais do Hopi Hari. "Não entrei com o processo porque estou esperando o fim do inquérito. Ninguém (do parque) nos procurou até agora, mas não somos irredutíveis e estamos dispostos a negociar", disse. A mãe de Gabriella, Silmara, disse em conversa com jornalistas que quer que o parque feche para sempre.

Hoje, Gomes foi ao 78º Distrito Policial de São Paulo e pediu a apuração de responsabilidade pela divulgação de imagens da menina morta. Segundo o advogado, pessoas fotografaram o corpo da vítima e deixaram vazar imagens que ganharam as redes sociais e sites. Gomes intitulou os responsáveis como "inescrupulosos" e disse que vai processar civil e criminalmente os culpados.

O delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, mudou a rotina das investigações hoje e, em vez de ouvir depoimentos de representantes do Hopi Hari na delegacia - como fez com um gerente do complexo de diversão, com a família da vítima e com os cinco operadores do brinquedo do qual caiu Gabriella - dirigiu-se ao parque para ouvir dois técnicos da área de manutenção. O delegado não foi localizado pela reportagem após os depoimentos.

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