Acordo para uso da base de Alcântara pelos EUA está adiantado, diz Pontes

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse que Bolsonaro jamais discutiu a possibilidade do Brasil abrigar uma base militar dos Estados Unidos; mas o também ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, afirmou que a conversa entre os dois países o para utilização da base aérea de Alcântara, no Maranhão, está "bem adiantada".

Acordo para uso da base de Alcântara pelos EUA está adiantado, diz Pontes
Acordo para uso da base de Alcântara pelos EUA está adiantado, diz Pontes (Foto: Bruno Peres/MCTIC)

247 - O general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou na semana passada que o presidente Jair Bolsonaro jamais discutiu a possibilidade do Brasil abrigar uma base militar dos Estados Unidos.

Mas de acordo com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, a conversa entre os dois países o para utilização da base aérea de Alcântara, no Maranhão, por parte dos EUA está "bem adiantada".

O ministro garante que o contrato vai respeitar a soberania do Brasil, além de servir para acelerar a indústria aeroespacial brasileira. O texto estaria sob a supervisão militares da ativa. Rumores davam conta de que a proposta não era bem vista por generais das Forças Armadas, por considerar que a proposta representaria uma ameaça à soberania nacional.

Enquanto o discurso do governo é de privatizar estatais, Pontes adiantou que uma empresa estatal deve ser criada para agilizar a parceria norte-americana. Já tem até nome: Alada, com custo inicial de R$ 1 milhão e sem ter que cumprir a exigência de realizar licitações, reduzindo a burocracia para os interessados.

Apesar de dizer que o acordo entre Brasil e Estados Unidos está adiantado, o ministro diz que não tem como dar mais detalhes sobre o texto porque "ainda não estaria pronto".

A proposta tem que passar pela aprovação do Congresso Nacional para entrar em vigor. Pontes disse que o conteúdo só será divulgado no momento da assinatura pelo presidente Jair Bolsonaro.

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