Acostumado a atacar imprensa, Bolsonaro diz que tem diferenças, mas que precisa da mídia

Diferentemente do que faz quase que diariamente, o presidente Jair Bolsonaro disse durante cerimônia de comemoração ao Dia do Exército na sede do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, que precisa da imprensa "para manter a chama da democracia acessa"

Acostumado a atacar imprensa, Bolsonaro diz que tem diferenças, mas que precisa da mídia
Acostumado a atacar imprensa, Bolsonaro diz que tem diferenças, mas que precisa da mídia (Foto: Carolina Antunes/PR)

247 - Em março, o presidente Jair Bolsonaro disse que a democracia só existe quando as Forças Armadas permitem. Nesta quinta-feira (18), durante cerimônia de comemoração ao Dia do Exército na sede do Comando Militar do Sudeste, na Zona Sul de São Paulo, o presidente disse que precisa da imprensa "para manter a chama da democracia acessa".

O elogio que contradiz o seu discurso quase que diário contra os meios de comunicação, acontece num momento quem que o Supremo Tribunal Federal (STF) trava uma batalha contra as chamada fake news. A decisão do ministro Alexandre de Morais de determinar a retirada de conteúdo que se refere ao presidente do Supremo, Dias Toffoli, é criticada e chamada de censura contra os site Crusoé e O Antagonista.

Surfando nessa onda, Bolsonaro disse que as "pequenas diferenças" devem "ficar para trás". "Nós precisamos de vocês para que a chama da democracia não se apague. Palavras, letras e imagens comprometidas com a verdade", disse.

O presidente afirmou que "fará o possível" para que sejam construídos colégios militares "em cada capital do estado onde não exista um colégio militar".

Na quarta (17), durante solenidade também alusiva ao Dia do Exército em Brasília, o presidente afirmou que a instituição "respira e transpira" democracia e liberdade.

"Exército que nos momentos mais difíceis da nossa nação sempre esteve ao lado da vontade de seu povo. Exército que respira e transpira democracia e liberdade. Exército que honra a todos nós", disse.

Brasil cai no ranking Mundial da Liberdade de Imprensa

O Brasil caiu três posições e passou a ocupar a 105ª colocação no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, elaborado pela ONG internacional Repórteres Sem Fronteiras, quando em comparação com o ano passado. A eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República e o assassinato de quatro jornalistas em 2018 foram apontados pela ONG como as causas da queda do Brasil no ranking que analia a situação da imprensa em 180 países.

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