HOME > Brasil

Acusada de sequestro de criança indígena, Damares se diz perseguida

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que foi alvo de uma reportagem da revista Época que a acusa de sequestrar e adotar irregularmente uma criança indígena, disse que a denúncia é resultante de uma perseguição por suas ações contra a corrupção. "A tentativa de assassinato de reputação que estou sofrendo tem uma origem: a de que essa ministra NÃO VAI se omitir diante de qualquer suspeita de corrupção", postou no Twitter; segundo Damares, ela estaria "mexendo em certas caixinhas no Ministério. Isso faz surgir inimigos"

Acusada de sequestro de criança indígena, Damares se diz perseguida (Foto: Wilson Dias/Ag�ncia Brasil)

247 - A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que foi alvo de uma reportagem da revista Época de sequestrar e adotar irregularmente uma criança indígena, disse que a denúncia é resultante de uma perseguição por suas ações contra a corrupção. "A tentativa de assassinato de reputação que estou sofrendo tem uma origem: a de que essa ministra NÃO VAI se omitir diante de qualquer suspeita de corrupção! Agradeço o apoio de todos e seguimos firmes e fortes construindo m Brasil melhor", postou no Twitter. Segundo Damares, ela estaria "mexendo em certas caixinhas no Ministério. Isso faz surgir inimigos", destaca uma imagem postada em sequência.

A denúncia, que chegou às bancas nesta sexta-feira (1), destaca que a ONG Atini, fundada por Damares, é alvo de ações que tramitam em segredo de Justiça. Uma das ações tem como foco tem como foco uma indígena de 16 anos que, em 2010, foi levada grávida pelo tio materno para uma chácara da Atini e registrada como filha de Damares.

Nesta quinta-feira (31), Damares negou por meio de nota que tenha sequestrado a indígena Kajutiti Lulu Kamayurá, agora com 20 anos, afirmou que é "cuidadora" da jovem. "Lulu não foi arrancada dos braços dos familiares. Ela saiu com total anuência de todos e acompanhada de tios, primos e irmãos para tratamento ortodôntico, de processo de desnutrição e desidratação. Também veio a Brasília estudar", disse a ministra em nota.

Segundo os depoimentos de índios da aldeia Kamayurá, localizada no centro da reserva indígena do Xingu, em Mato Grosso, Lulu foi retirada irregularmente da tribo aos 6 anos pela amiga e braço direito de Damares, Márcia Suzuki (que juntamente com Damares é fundadora da ONG Atini), sob o pretexto de fazer um tratamento dentário na cidade, mas nunca mais voltou.

Veja o Twittter de Damares Alves sobre o assunto.