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Adams: impeachment ainda fede, mas está morto

Advogado-geral da União há mais de seis anos, Luís Inácio Adams deixa o cargo hoje, para a entrada do ex-ministro José Eduardo Cardozo; segundo ele, hoje, no Congresso, o impeachment vai ter um viés eminentemente político; afirma ainda que as declarações e documentos da Lava Jato têm a ver com o processo de campanha e não com o da atividade presidencial e, neste caso, o TSE é a instância que tem pertinência; ‘Eu acho que o impeachment está morto. Apesar desses pequenos soluços, desses “revivals’, não tem base popular e um impeachment não acontece sem base popular. Exige também uma unidade dentro do Congresso que eu acho que não existe, como mostrou a eleição de Picciani no PMDB. É como algo que morreu mas não foi enterrado. Continua fedendo, mas está morto’ 

Brasília - O ministro Luís Inácio Adams (AGU) e a presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de assinatura de medida provisória (MP) de acordos de leniência, no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Roberta Namour)

247 – Em seu último dia como advogado-geral da União, no cargo há mais de seis anos, Luís Inácio Adams diz que hoje, no Congresso, o impeachment vai ter um viés eminentemente político.

Ele afirma ainda que as declarações e documentos da Lava Jato têm a ver com o processo de campanha e não com o da atividade presidencial e, neste caso, o TSE é a instância que tem pertinência.

‘Eu acho que o impeachment está morto. Apesar desses pequenos soluços, desses “revivals’, não tem base popular e um impeachment não acontece sem base popular. Exige também uma unidade dentro do Congresso que eu acho que não existe, como mostrou a eleição de Picciani no PMDB. É como algo que morreu mas não foi enterrado. Continua fedendo, mas está morto’, disse ele, em entrevista ao Globo.