"Agora o presidente é de direita", diz Bolsonaro sobre mudanças em comissão que apura crimes da ditadura

Em meio às críticas desferidas contra a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, Jair Bolsonaro justificou as mudanças promovidas no colegiado afirmando que agora o governo “é de direita”; “O motivo é que mudou o presidente, agora é o Jair Bolsonaro, de direita. Ponto final. Quando eles botavam terrorista lá, ninguém falava nada. Agora mudou o presidente", disse

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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247 - Em meio às críticas desferidas ao longo desta semana contra a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos (Cemdp), Jair Bolsonaro justificou as mudanças promovidas no colegiado afirmando que agora o governo “é de direita”. Em um novo ataque, Bolsonaro afirmou que os governo anteriores haviam colocado “terroristas” para integrarem a comissão que apura os crimes cometidos pela ditadura militar. 

“O motivo é que mudou o presidente, agora é o Jair Bolsonaro, de direita. Ponto final. Quando eles botavam terrorista lá, ninguém falava nada. Agora mudou o presidente. Igual mudou a questão ambiental também”, afirmou Bolsonaro nesta quinta-feira (1).

As mudança na composição da Cemdp foram determinadas por Bolsonaro na mesma semana em que ele ironizou a morte de Fenando Santa Cruz, pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, assassinado pela ditadura. Na semana passada, a comissão emitiu um documento atestando que Santa Cruz morreu de forma “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro”. (Leia no Brasil 247)

Apesar disso, Bolsonaro disse que as mudanças determinadas por ele não possuem relação com as declarações feitas por ele na qual nega que militares tenham assassinado Santa Cruz após ~ter sido preso por agentes da ditadura. “Não tem nada a ver uma coisa com a outra”, disse. 

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