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Agora, Paulo Guedes quer novo conselho econômico para assessorar presidente

Embora não pareça, Paulo Guedes ainda é economista da candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da república. Guedes foi repreendido várias vezes por Bolsonaro por dizer coisas não 'aprovadas' pelo ex-militar candidato; calou-se; aos poucos, voltou a produzir declarações sobre um eventual governo do PSL; a última ideia de Guedes é a criação de um conselho econômico como o americano The National Economic Council; Guedes, assim, diminuiria a autoridade do BC para o gerenciamento da política monetária

Agora, Paulo Guedes quer novo conselho econômico para assessorar presidente (Foto: André Valentim/Divulgação)

247 - Embora não pareça, Paulo Guedes ainda é economista da candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da república. Guedes foi repreendido várias vezes por Bolsonaro por dizer coisas não 'aprovadas' pelo ex-militar candidato. Calou-se. Aos poucos, voltou a produzir declarações sobre um eventual governo do PSL. A última ideia de Guedes é a criação de um conselho econômico como o americano The National Economic Council. Guedes, assim, diminuiria a autoridade do BC para o gerenciamento da política monetária.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que "Guedes foi anunciado novamente ontem por Bolsonaro como seu nome para a Fazenda. A proposta do economista, no entanto, tem causado confusão nos bastidores. Alguns aliados interpretaram a menção à formação de um conselho desse tipo como indicação de que Guedes acabaria declinando do posto de chefe da Economia de Bolsonaro para assumir o papel de 'superassessor', dando as diretrizes liberais do novo governo para um gestor executar. Oficialmente, ele nega a intenção".

A matéria acrescenta que "outra fonte da equipe diz que a formação de um conselho chegou a ser mencionada em reunião com integrantes da equipe econômica de Michel Temer, mas no contexto de um elogio ao time do governo. A intenção de Guedes, explicou essa fonte que pediu para não ser identificada, era sinalizar que nomes do atual Ministério da Fazenda teriam espaço na equipe do Bolsonaro caso assim quisessem".