"AI-5 é a tortura institucionalizada", diz Gilmar Mendes em referência às declarações de Eduardo Bolsonaro

Em sua página no Twitter, o ministro Gilmar Mendes, do STF, disse que o AI-5, defendido por Eduardo Bolsonaro, "é o símbolo maior da tortura institucionalizada". "Exaltar o período de trevas da ditadura é desmerecer a estatura constitucional da nossa democracia", acrescentou

Ministro Gilmar Mendes durante sessão da Segunda Turma do STF.
Ministro Gilmar Mendes durante sessão da Segunda Turma do STF. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF (17/09/2019))
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247 - Por meio de sua página nas redes sociais e sem citar nominalmente o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), lembrou que o Ato Institucional 5 (AI-5) é o "símbolo maior da tortura institucionalizada".

"O AI-5 impôs a perda de mandatos de congressistas, a suspensão dos direitos civis e políticos e o esvaziamento do Habeas Corpus. É o símbolo maior da tortura institucionalizada. Exaltar o período de trevas da ditadura é desmerecer a estatura constitucional da nossa democracia", escreveu o ministro nesta sexta-feira (1º/11).

Em uma entrevista à Leda Nagle, no Youtube, o deputado e filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que, se a esquerda "radicalizar", a resposta do governo pode ser um "novo AI-5".

Além de Gilmar Mendes, o ministro Marco Aurélio Mello também comentou o assunto. Disse que há uma "tentativa de esgarçamento da democracia".

"A toada não é democrática-republicana. Os ventos, pouco a pouco, estão levando embora os ares democráticos", afirmou Marco Aurélio em mensagem enviada ao jornal Folha de S.Paulo. 

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