Ala paulista mantém Tasso no comando do PSDB

O senador Tasso Jereissati conseguiu se manter na presidência interina do PSDB após a exibição da polêmica propaganda com a autocrítica do partido graças ao apoio da ala paulista da sigla, incluindo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso -, além de intelectuais ligados à sigla

Senator Tasso Jereissati (L) speaks with Governor of Sao Paulo, Geraldo Alckmin during a meeting of the Brazilian Social Democracy Party (PSDB) in Brasilia, Brazil June 12, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino
Senator Tasso Jereissati (L) speaks with Governor of Sao Paulo, Geraldo Alckmin during a meeting of the Brazilian Social Democracy Party (PSDB) in Brasilia, Brazil June 12, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Respaldado por boa parte da ala paulista do PSDB - incluindo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso -, além de intelectuais ligados à sigla, Tasso Jereissati vai se mantendo no comando partidário.

Ontem, o senador dobrou a aposta e reafirmou que não fará qualquer movimento para deixar o posto. Disse que cabe aos insatisfeitos convencerem Aécio Neves (MG), presidente afastado, a tomar a iniciativa - e o ônus - de lhe tirarem da presidência. "Eles que vão ao Aécio e digam: Aécio, tira o homem que ele não nos representa. Provem que são majoritários. É tão fácil."

"Eu estou consciente que sou interino. Então pra deixar a presidência e a interinidade, não precisa de nenhum tipo de articulação, pressão, nada disso. É um ato puro e simples do presidente efetivo, que ele faz e pronto" disse, momentos antes de entrar na reunião da sigla que faria em seu gabinete. Como resultado, o encontro ocorreu e, segundo os presentes, ninguém fez qualquer tratativa para retirar Tasso do comando do PSDB.

Tasso alega que, apesar de articulações como o jantar organizado ontem na casa do deputado Giuseppe Vecchi (GO), um de seus possíveis substitutos, a ala tucana contrária a ele nunca lhe pediu a saída de fato. "Nunca me falaram nada. Nunca. Nem por nota, bilhete, cartão postal. Nem telefonema, WhatsApp. Espero que venham falar comigo alguma coisa. Se estão falando por trás, venham falar pela frente".

As informações são de reportagem de Vandson Lima, Fabio Murakawa e Marcelo Ribeiro no Valor.

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