Alcolumbre: Senado não vai barrar indicação de Eduardo Bolsonaro

"Se caracterizasse nepotismo, não mandaria. Se vai mandar é porque o jurídico já estudou", disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para embaixador do Brasil nos Estados Undios; segundo ele, se confirmada, a indicação deve ser aprovada pois se trata de uma prerrogativa do presidente da República

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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247 - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), minimizou a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para embaixador do Brasil nos Estados Undios. Segundo ele, se confirmada, a indicação deve ser aprovada no Senado, pois se trata de uma prerrogativa do presidente da República e não há necessidade de polêmica sobre isso.

"[Indicação] Vai ser aprovada. Acho que não [há risco de a indicação ser barrada], por que [barrar]?", disse o senador em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Sobre a afirmação de que a indicação poderia se caratacterizar como nepotismo, como apontou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, o senador Alcolumbre disse que isso já deve ter sido analisado pelo governo Jair Bolsonaro.

"Se caracterizasse nepotismo, não mandaria. Se vai mandar é porque o jurídico já estudou", respondeu.

O presidente do Senado ignorou a série de decretos e projetos encaminhados pelo governo Bolsonaro que foram suspensos ou tiveram a sua validação anulada por se tratar de medidas inconstitucionais, entre as quais, o decreto que flexibiliza o porte e posse de armas.

Caso a indicação de Eduardo Bolsonaro seja confirmada, ele precisará ser sabatinado na Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) do Senado, ter seu nome aprovado no colegiado e, posteriormente, no Plenário da Casa.

"Quem vai votar contra a indicação do presidente da República para ser embaixador do Brasil em qualquer país?", questionou Alcolumbre. "Todos que ele (presidente) já indicou, todos foram aprovados (no Senado). Isso é uma prerrogativa do presidente", disse.

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