Altman: "até quando irá a leniência de Cardozo?"

Colunista Breno Altman cobra do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a punição aos delegados que, segundo ele, abusam de suas prerrogativas na condução da Operação Lava Jato; a PF, diz Altman, "ultrajou a honra de um homem inocente", ao deixar vazar o nome de José Carlos Cosenza, sem que houvesse qualquer prova que o incriminasse; no entanto, Cardozo não agiu; 'Seu dever era ordenar o imediato afastamento dos autores da torpeza, abrindo o devido inquérito para esclarecer o fato e seus motivos. Mas Cardozo preferiu a omissão"; leia a íntegra

Colunista Breno Altman cobra do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a punição aos delegados que, segundo ele, abusam de suas prerrogativas na condução da Operação Lava Jato; a PF, diz Altman, "ultrajou a honra de um homem inocente", ao deixar vazar o nome de José Carlos Cosenza, sem que houvesse qualquer prova que o incriminasse; no entanto, Cardozo não agiu; 'Seu dever era ordenar o imediato afastamento dos autores da torpeza, abrindo o devido inquérito para esclarecer o fato e seus motivos. Mas Cardozo preferiu a omissão"; leia a íntegra
Colunista Breno Altman cobra do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a punição aos delegados que, segundo ele, abusam de suas prerrogativas na condução da Operação Lava Jato; a PF, diz Altman, "ultrajou a honra de um homem inocente", ao deixar vazar o nome de José Carlos Cosenza, sem que houvesse qualquer prova que o incriminasse; no entanto, Cardozo não agiu; 'Seu dever era ordenar o imediato afastamento dos autores da torpeza, abrindo o devido inquérito para esclarecer o fato e seus motivos. Mas Cardozo preferiu a omissão"; leia a íntegra (Foto: Leonardo Attuch)

247 - Em novo artigo, o jornalista Breno Altman critica abusos da Polícia Federal na Operação Lava Jato e a omissão do ministro José Eduardo Cardozo. "Dessa vez [a Polícia Federal] ultrajou a honra de um homem inocente. Deixou vazar para a imprensa o nome de José Carlos Cosenza, atual diretor de Abastecimento da Petrobrás, como suposto beneficiário do esquema de corrupção sob investigação", diz ele.

"Não havia qualquer prova material ou testemunhal que embasasse a denúncia. Nada justificava a informação caluniosa, salvo a avidez de amplificar os ataques contra a companhia petroleira e seus dirigentes. A imagem de Cosenza, em poucas horas, foi jogada na lata de lixo. Diversos meios de comunicação não tardaram a estampar manchetes sobre sua inevitável demissão. Multiplicaram-se murmúrios de que sairia de seu gabinete diretamente para a prisão. Mas era tudo mentira. Questionados pelo juiz Sérgio Fernando Moro, titular da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, os responsáveis locais da PF alegaram “erro material”. Puro neologismo para difamação arrivista."

Altman afirma que o mais grave no caso é a conduta do ministro da Justiça, a quem os delegados estão subordinados.  "O mais impressionante, porém, é o silêncio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem cabe zelar pela defesa do Estado de Direito e a atuação dos corpos civis de segurança. Seu dever era ordenar o imediato afastamento dos autores da torpeza, abrindo o devido inquérito para esclarecer o fato e seus motivos. Mas Cardozo preferiu a omissão."

Ele lembra ainda que o mesmo delegado que errou em relação a Cosenza usa redes sociais para difamar a presidente Dilma e o ex-presidente Lula. "Este mesmo cidadão foi flagrado, nas redes sociais, vociferando contra Dilma e Lula durante a campanha eleitoral, além de declarar voto no então candidato do PSDB."

O ministro, ao saber das informações sobre o comportamento dos delegados citados, determinou que a Polícia Federal abrisse apurações internas. Mas manteve os suspeitos de grave falha ética, em operação tão relevante, no exercício de seus cargos.

"O atropelo contra Cosenza, cultivado em clima de consentimento ao desvario, apenas ressalta os malfeitos que se misturam às descobertas da Operação Lava Jato. A Polícia Federal se reporta a Cardozo, a quem cabe garantir, em última instância, que os rombos na Petrobrás sejam investigados até o talo, sem deixar pedra sobre pedra. Também é incumbência sua, contudo, vigiar para que os trabalhos policiais sejam realizados dentro de rigorosos marcos legais.", diz Altman.

Leia a íntegra em seu blog.

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