Altman: militante não é sinônimo de militonto

Jornalista Breno Altman defende postura crítica frente ao governo da presidente Dilma Rousseff, em lugar da simples aquiescência; "O militonto tudo explica e justifica", escreve ele na mais nova postagem para o seu blog no 247; "O militante não abdica do direito e do dever de pensar com a própria cabeça", completa; para o blogueiro, "governabilidade institucional" é tão importante quanto a "governabilidade social"

Jornalista Breno Altman defende postura crítica frente ao governo da presidente Dilma Rousseff, em lugar da simples aquiescência; "O militonto tudo explica e justifica", escreve ele na mais nova postagem para o seu blog no 247; "O militante não abdica do direito e do dever de pensar com a própria cabeça", completa; para o blogueiro, "governabilidade institucional" é tão importante quanto a "governabilidade social"
Jornalista Breno Altman defende postura crítica frente ao governo da presidente Dilma Rousseff, em lugar da simples aquiescência; "O militonto tudo explica e justifica", escreve ele na mais nova postagem para o seu blog no 247; "O militante não abdica do direito e do dever de pensar com a própria cabeça", completa; para o blogueiro, "governabilidade institucional" é tão importante quanto a "governabilidade social" (Foto: Aline Lima)

247 – "O militonto recebe as decisões da presidente da República e não admite qualquer crítica. Quem ousar fazê-lo, é aliado objetivo da direita", diz o colunista Breno Altman. "O militante não vacila em apoiar o governo e defender a presidente, especialmente diante da escalada reacionária. Mas não abdica do direito e do dever de pensar com a própria cabeça, criticando o que lhe parece errado na estratégia adotada e concebendo essa atitude como indispensável na ação política."

Em novo artigo, Altman afirma que o governo precisa de apoiadores críticos, que acompanhem os movimentos da presidente Dilma Rousseff e sua equipe sem complacência com eventuais erros – e sem justificar tudo em nome da governabilidade".

"O militonto ficou acostumado a pensar correlação de forças apenas ou principalmente como uma questão institucional, parlamentar. A mobilização social e a luta de massas não entram de verdade em seu cálculos como hipótese para pressionar as instituições desde seu exterior", afirma.

"O militante não descuida da governabilidade institucional. Mas aprendeu, nesses doze anos e várias crises, que também é imprescindível a construção de governabilidade social. Sabe, a propósito, que as maiorias parlamentares de orientação progressista somente foram formadas, na história do Brasil, quando o povo organizado e mobilizado obrigou o Parlamento a dançar sua música."

Confira o texto na íntegra.

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