Amorim: Obrador traz esperança, mas pressão sobre Brasil vai aumentar

O ex-chanceler Celso Amorim comemorou a eleição do candidato de esquerda Andrés Manuel López Obrador para presidente do México; "Vitoria esmagadora de López Obrador e da esquerda no México! Uma luz de esperança para a América Latina! A hora é de celebração desse grande triunfo das forças progressistas, que marca o fim de um projeto baseado no neoliberalismo e na dependência", disse Amorim ao 247; "Mas temos que ficar em alerta: a pressão sobre o Brasil e a América do Sul vai ser ainda maior. A visita do vice-presidente Pence foi só o prelúdio. E a luta por Lula Livre, Lula candidato é mais do que nunca vital"

Amorim: Obrador traz esperança, mas pressão sobre Brasil vai aumentar
Amorim: Obrador traz esperança, mas pressão sobre Brasil vai aumentar (Foto: 247 | Reuters)

247 - O ex-chanceler Celso Amorim comemorou a eleição do candidato de esquerda Andrés Manuel López Obrador para presidente do México, com 53% dos votos, enquanto o segundo colocado, Ricardo Anaya, deve somar 22,1%.

"Vitoria esmagadora de López Obrador e da esquerda no México! Uma luz de esperança para a América Latina! A hora é de celebração desse grande triunfo das forças progressistas, que marca o fim de um projeto baseado no neoliberalismo e na dependência", disse Amorim ao 247

Segundo Amorim, a vitória de Obrador, no entanto, deve colocar as forças progressistas em alerta. "Mas temos que ficar em alerta: a pressão sobre o Brasil e a América do Sul vai ser ainda maior. A visita do vice-presidente Pence foi só o prelúdio. E a luta por Lula Livre, Lula candidato é mais do que nunca vital", diz ele. 

Leia reportagem anterior do 247 sobre o assunto: 

O Instituto Eleitoral do México informou que o candidato de esquerda Andrés Manuel López Obrador venceu as eleições presidenciais do país com ampla margem, estimando que o candidato recebeu mais da metade dos votos. Obrador tem entre 53% e 53,8% dos votos, enquanto o segundo colocado, Ricardo Anaya, deve somar 22,1%.

"Uma 'contagem rápida' baseada em resultados de cerca de 8 mil locais de votação, ou 5% do total de cabines, mostrou que Obrador tem entre 53% e 53,8% dos votos, de acordo com o instituto. O método tem uma margem de erro de meio ponto percentual. O presidente do instituto, Lorenzo Córdoba, disse que o comparecimento dos eleitores é estimado entre 62,9% e 63,8% dos mais de 89 milhões de eleitores registrados.

Ricardo Anaya, de uma coalizão entre o conservador Partido da Ação Nacional centro-esquerdista Partido da Revolução Democrática, deve receber de 22,1% a 22,8% dos votos, e José Antonio Meade, apoiado pelo governo atual, deve ter entre 15,7% e 16,3%. O candidato independente Jaime Rodriguez deve ter recebido entre 5,3% e 5,5% dos votos, segundo os cálculos do instituto. A margem estimada pelo instituto é ainda maior que a das pesquisas de boca de urna indicavam, entre 43% e 48%. Pesquisas de opinião também sugeriram que o partido Morena, de Obrador, ganhará uma maioria simples na câmara baixa do Congresso."

A Agência Reuters prevê um novo tempo no país e "investidores apreensivos":

"Andrés Manuel López Obrador venceu a eleição presidencial do México no domingo, abrindo caminho para o governo mais de esquerda na história democrática do país em um momento de relações tensas com o governo dos Estados Unidos.

O ex-prefeito da Cidade do México ganhou com a maior margem em uma eleição presidencial no país desde a década de 1980, de acordo com levantamento que o mostrou recebendo mais da metade dos votos —cerca de 30 pontos percentuais a mais do que seu adversário mais próximo.

Comprometendo-se a erradicar a corrupção e reprimir os cartéis de drogas com uma abordagem menos agressiva, López Obrador assume o poder com grandes expectativas e seus esforços para reduzir a desigualdade serão observados de perto por investidores apreensivos. 

Os adversários Ricardo Anaya, ex-líder da legenda de centro-direita Partido da Ação Nacional (PAN), e o candidato da então sigla governista Partido Revolucionário Institucional (PRI), José Antonio Meade, admitiram derrota minutos após as pesquisas de boca-de-urna."

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