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Andrade Gutierrez diz ter pago dívida de campanha de Dilma em 2010

Informação consta no acordo de delação premiada firmado por executivos da empreiteira no âmbito da Operação Lava Jato; eles teriam dito que o pagamento, de mais de R$ 5 milhões, foi feito mediante um contrato fictício de prestação de serviços com a agência Pepper, que trabalhou na campanha de Dilma em 2010; para os ministros do TSE, o caso pode ser configurado como crime de caixa dois, mas como se trata da campanha de 2010, não haveria punição pela Justiça Eleitoral, uma vez que o governo terminou em 2014

Informação consta no acordo de delação premiada firmado por executivos da empreiteira no âmbito da Operação Lava Jato; eles teriam dito que o pagamento, de mais de R$ 5 milhões, foi feito mediante um contrato fictício de prestação de serviços com a agência Pepper, que trabalhou na campanha de Dilma em 2010; para os ministros do TSE, o caso pode ser configurado como crime de caixa dois, mas como se trata da campanha de 2010, não haveria punição pela Justiça Eleitoral, uma vez que o governo terminou em 2014 (Foto: Paulo Emílio)

247 - Executivos da empreiteira Andrade Gutierrez disseram em seus depoimentos de delação premiada à Justiça, pela Operação Lava Jato, que pagaram despesas da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010.  Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a informação consta no acordo de delação premiada de 11 executivos da empreiteira.

O pagamento, de mais de R$ 5 milhões, foi feito mediante um contrato fictício de prestação de serviços com a agência de comunicação Pepper, que trabalhou na campanha de Dilma daquele ano, de acordo com os executivos. O dinheiro teria sido repassado a pedido de um dos coordenadores da campanha.

Nas eleições de 2010, a empreiteira realizou três doações oficiais à campanha de Dilma, que somaram R$ 5,1 milhões. O comitê eleitoral declarou gastos de R$ 6,1 milhões com a agência Pepper. Para os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o caso pode ser configurado como crime de caixa dois, mas como se trata da campanha de 2010, não haveria punição pela Justiça Eleitoral, uma vez que o governo terminou em 2014.