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André Esteves avalia que próximo presidente não terá terra arrasada

Banqueiro afirma que disputa presidencial caminha para cenário 50%-50% e avalia que economia não será tema central da campanha

André Esteves avalia que próximo presidente não terá terra arrasada (Foto: Ricardo Stuckert | REUTERS/Tuane Fernandes)

247 - O presidente do conselho de administração e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro tem chances reais de vencer as eleições presidenciais deste ano. As declarações foram dadas durante evento promovido pelo banco nesta quarta-feira (11) e publicadas pela Folha de S.Paulo.

Questionado sobre o cenário eleitoral, o banqueiro destacou o desempenho do parlamentar nas pesquisas e apontou equilíbrio na disputa. "Ele está competitivo nas simulações, nas pesquisas. O mercado político brasileiro é competitivo e estamos indo para uma eleição 50%-50%. Lula talvez tenha um ligeiro favoritismo, por ter a história que tem, saber conduzir uma campanha política e estar na cadeira", disse.

Na avaliação de Esteves, a configuração do campo conservador será decisiva para o segundo turno. Segundo ele, o candidato que conseguir unificar a direita chegará fortalecido à etapa final da disputa. "O canditado que conseguir unificar a direita vai ter uma eleição competitiva no segundo turno", afirmou.

Ao abordar o cenário econômico, o banqueiro minimizou a possibilidade de deterioração das condições herdadas pelo próximo governo. "O próximo presidente, quem quer que seja, vai sentar numa cadeira bem diferente. Quem for, não vai pegar terra arrasada", declarou.

Ele citou indicadores que, em sua visão, demonstram melhora no ambiente macroeconômico. "A inflação está saindo de 4% para 3%, os juros estão caindo, o investimento direto externo está maior que a conta corrente e o desemprego é zero. Sobrou uma última perna de ajuste, de 2% do PIB [Produto Interno bruto] nas contas públicas. Economia não é um grande problema ou tema", completou.

Esteves também mencionou a forte entrada de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira no início de 2026 como sinal de redução do risco político percebido pelo mercado. "A percepção geral de que o risco político diminuiu no Brasil é formidável e deve ser celebrada. É uma conquista nossa. As eleições estão fazendo menos preço."