Aniversário do golpe não é data de comemoração, diz Eleonora Menicucci
Presa e torturada durante a Ditadura Militar (1964-1985), a ex-ministra Eleonora Menicucci criticou a iniciativa do presidente Jair Bolsonaro de orientar quartéis a comemorarem o golpe de 1964 no próximo domingo (31); de acordo com Eleonora, Bolsonaro "agride e desrespeita não só todas e todos que fomos presas e torturadas, como as famílias que até hoje buscam os corpos de seus entes queridos"
247 - Presa e torturada durante a Ditadura Militar (1964-1985), a ex-ministra Eleonora Menicucci criticou a iniciativa do presidente Jair Bolsonaro de orientar quartéis a comemorarem o golpe de 1964 no próximo domingo (31).
"Dia 31/3 completa 55 anos do golpe civil militar no Brasil em 1964. Está data não é de comemoração senhor Presidente da República. Ela, desde a Constituição Cidadã de 1988 saiu do calendário oficial das datas históricas do Brasil", disse. "Ela é histórica por ter implantado no Brasil 21 anos de terror, de prisões, exílios, torturas, assassinatos,!desaparecimentos de toda uma geração de democratas, mulheres e homens que lutavam pela democracia e liberdades", complementou.
De acordo com Eleonora, Bolsonaro "agride e desrespeita não só todas e todos que fomos presas e torturadas, como as famílias que até hoje buscam os corpos de seus entes queridos".
"Agride Sr Presidente a Constituição Brasileira, ao desrespeita- lá mais uma vez. Estamos e estaremos sempre nas ruas, lutando pela volta do Estado de Direito Democrático e pelos Direitos Humanos de toda nossa população".