Após a denúncia de que trabalha para os EUA, Deltan revela que Moro é candidato a presidente

Acossado pelas denúncias de que atuou em sintonia com o FBI para destruir empresas brasileiras, o procurador Deltan Dallagnol deixou escapar que Sérgio Moro é candidato a presidente

Deltan Dallagnol e Segio Moro
Deltan Dallagnol e Segio Moro (Foto: ABr)
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247 - Alvo de denúncias da Vaza Jato nesta semana, que revelaram a relação próxima da Operação Lava Jato com o FBI, divulgando inclusive os nomes dos agentes que trabalhavam no Brasil, o procurador Deltan Dallagnol deixou escapar nesta sexta-feira (3), em entrevista à CNN, que o Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, será candidato a presidente.

"Eu não vejo uma mudança do nosso trabalho nos últimos seis anos. Com o desembarque do ex-ministro Sergio Moro da parte da Justiça, passou a interessar ao governo e aos seus aliados a desconstrução do ex-ministro Sergio Moro e da Lava Jato, de que ele é símbolo, pelo receio de que ele venha eventualmente a concorrer em 2022", afirmou.

A fala de Dallagnol, que coordena a força-tarefa em Curitiba, acontece em um contexto de desgaste da imagem da operação após as denúncia e de guerra interna na Procuradoria Geral da República, onde o grupo poderá ser desfeito até agosto pelo procurador-geral, Augusto Aras. Dallagnol também falou sobre isso na entrevista.

"Eu quero acreditar que o Ministério Público é um órgão independente e continuará a se comportar de modo independente e que eventuais mudanças na conjuntura política não deverão influenciar o apoio institucional às forças-tarefas contra a corrupção", disse, questionado sobre a postura de Lindôra a respeito da operação.

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