Após núcleo publicitário, começa o financeiro

Às 14h00, presidente do STF, Ayres Britto, inicia com seu voto sobre o núcleo publicitário sessão que terá, em seguida, relator Joaquim Barbosa atacando núcleo financeiro: Kátia Rabelo, Cristiano de Mello Paz, Simone Reis Lobo de Vasconcelos e Rogério Lanza Tolentino estarão no centro da cena

Após núcleo publicitário, começa o financeiro
Após núcleo publicitário, começa o financeiro (Foto: Edição/247)

247 - Embalado pelas condenações já estabelecidas ao chamado núcleo publicitário da Ação Penal 470, o mensalão, os juízes do Supremo Tribunal Federal passarão a examinar, a partir da sessão de hoje, marcada para ter início às 14h00, as acusações contra o núcleo financeiro. A banqueira Kátia Rabelo, do banco Rural, estará no centro da cena. Ela acusada de ter comandado operações fraudulentas para desviar recursos que alimentaram o chamado "valerioduto". O publicitário Marcos Valério, a quem o ministro Cezar Peluso apregoou pena de 16 anos de reclusão, poderá sofrer novas condenações.

A sessão do STF, porém, poderá ter novas surpresas negativas para os réus do núcleo publicitário. Afinal, hoje é o dia em que o presidente Ayres Britto dará seu voto a respeito das acusações de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção que pesam sobre o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, o publicitário Valério e seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz e o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Como a grande maioria da Corte, que já estabeleceu condenações ao grupo, Ayres promete ser duro.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil que detalha quem já foi condenado por quais crimes na AP 470:

Renata Giraldi _Repórter da Agência Brasil, Brasília – O julgamento do chamado mensalão - Ação Penal 470 - no Supremo Tribunal Federal (STF) será retomado hoje (30), a partir das 14h, com o voto do presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, último a votar nesta etapa. Dez ministros votaram na primeira fase, que se refere aos desvios de verba na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil. Após o voto de Ayres Britto, deve começar a segunda fase do julgamento que é relativa às denúncias sobre o núcleo financeiro do esquema.

Ontem (29), Ayres Britto disse que os ministros terão de definir as penas, no caso das condenações. Segundo ele, essa fase é obrigatória para todo o colegiado. O ministro Cezar Peluso, que se aposenta segunda-feira (3), adiantou seu voto com a definição de penas. Somando as penas, Peluso estipulou seis anos de prisão para o deputado deputado João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, em regime semiaberto.

Em regime fechado, Peluso condenou a 16 anos de prisão o empresário Marcos Valério, a dez anos e oito meses Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, sócios dele, e a oito anos e quatro meses de prisão Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil. O ministro também aplicou penas de multa variadas a cada um dos réus.

Com base nos votos já apresentados, os ministros se manifestaram em favor da absolvição de Luiz Gushiken, ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica da Presidência da República, por ausência de provas. Os magistrados, com exceção dos ministros Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Toffoli, condenaram João Paulo Cunha por corrupção passiva, peculato por irregularidades na execução do contrato da agência SMP&B com a Câmara e lavagem de dinheiro.

Seis ministros votaram por sua absolvição na segunda denúncia de peculato -  relativa à contratação da empresa IFT (Ideias, Fatos e Texto) para a prestação de serviços de assessoria de imprensa. Em relação à mesma denúncia, oito ministr votaram pela condenação dos sócios da SMP&B (Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz) por corrupção ativa e peculato.

Em relação às denúncias sobre desvios de recursos no Banco do Brasil, os dez ministros votaram em favor da condenação de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing da instituição, por corrupção passiva e peculato. Oito ministros votaram pela condenação na acusação de lavagem de dinheiro e também em favor da imputação de pena para os sócios da DNA Propaganda (Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz) por corrupção ativa e peculato.

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