Após pressão de bancos mundiais, presidentes de Itaú e Bradesco denunciam incêndios na Amazônia e pedem reação

Candido Bracher (Itaú) e Octavio de Lazari (Bradesco) denunciaram a situação da Amazônia e defenderam uma reação para revertê-la. Entre sexta e segunda, diversas instituições financeiras ameaçaram retirar seus investimentos no Brasil caso o problema não seja resolvido

Presidente do Itaú.
Presidente do Itaú. (Foto: World Economic Forum / Benedikt von Loebell)
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247 -  O presidente do Itaú, Candido Bracher, denunciou que os incêndios na Amazônia estão “60% maiores que no ano passado” e defendeu uma mobilização, “enquanto sociedade”, para reverter essa situação.

"Estamos vendo a Amazônia com incêndios 60% maiores que no ano passado. Precisamos, enquanto sociedade, nos mover contra isso", defendeu Bracher, de acordo com o jornal Estado de S. Paulo. A declaração foi feita durante debate virtual, na abertura do CIAB, feira de tecnologia bancária promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, também denunciou a situação da floresta sob o governo de Jair Bolsonaro. “Todo mundo falava de sustentabilidade, de problema com o Planeta, de aquecimento global, reflorestamento, derrubada, de qualidade do ar, de água. Todo mundo falava sobre isso, mas de fato nós temos de reconhecer que fizemos muito pouco em relação a isso”, disse Lazari.

Na sexta-feira, 19, sete grandes empresas de investimento europeias disseram à Reuters que desinvestirão em produtores de carne, operadoras de grãos e até em títulos do governo do Brasil se não virem progresso rumo a uma solução para a destruição crescente da Floresta Amazônica.

Já na segunda-feira, 22, embaixadas do Brasil na Europa receberam carta de um grupo formado por 30 instituições financeiras, que ameaçaram tirar seus investimentos no País, caso o governo não trabalhe para deter o desmatamento. A carta foi divulgada no Financial Times.

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