Aras pode defender enquadrar Lava Jato e independência em relação a Bolsonaro

Augusto Aras, indicado por Bolsonaro para chefiar a Procuradoria-Geral da República, se prepara para a sabatina no Senado, onde não deve enfrentar grande resistência. Reportagem da Folha de S.Paulo indica que ele pode propor enquadramento da Operação Lava Jato e deixar claro que não será na PGR um subordinado de Bolsonaro

Augusto Aras
Augusto Aras (Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)
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247 - Na sabatina desta quarta-feira (25) no Senado, Augusto Aras, indicado para o cargo de Procurador Geral da República, pode propor o enquadramento da Lava Jato e independência da PGR em relação a BOlsonaro. O indicado por Bolsonaro para comandar a PGR (Procuradoria-Geral da República), Augusto Aras, deve defender o que tem chamado de “institucionalização da Lava Jato” no Ministério Público Federal, informam os jornalistas Thais Arbex e Daniel Carvalho. 

Aras defende a operação como política de Estado, integrada ao Ministério Público Federal, mas não como uma espécie de “apêndice” da instituição. Foi a tese que defendeu nas conversas bilaterais que manteve com os senadores preparando-se para a sabatina.  

Ele considera que a Operação Lava Jato, não sendo a única ação contra corrupção levada a efeito pelo MPF ela tem de ser incorporada e prestar contas à Procuradoria.   

Aras também tem dito que não se furtará de criticar, se provocado, os métodos usados pela força-tarefa de Curitiba. Os diálogos entre procuradores da Lava Jato obtidos pelo site The Intercept Brasil mostram que os procuradores da Lava Jato cometeram excessos.  

Ainda segundo a reportagem, a oposição deverá questionar Aras sobre suas concordâncias e discordâncias em relação aos temas ideológicos caros a Jair Bolsonaro. 

O subprocurador deve repetir o que sempre diz: “A Constituição é a nossa bula e o nosso farol”.  Ele costuma afirmar que todos somos intérpretes da Constituição, mas que não podemos interpretá-la de maneira arbitrária. 

E dá indicações de que, como Procurador Geral da República não será subordinado de Bolsonaro.

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