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Aroldo Cedraz usa "Diálogo Público do TCU" para fazer debate reservado sobre privatização da Eletrobras

Para o "diálogo público" foram convidados somente governistas favoráveis à privatização da empresa

Aroldo Cedraz usa "Diálogo Público do TCU" para fazer debate reservado sobre privatização da Eletrobras (Foto: Reuters/Pilar Olivares)

247 - Na última quarta feira (30), o ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz, relator do processo de Privatização da Eletrobras na Corte, anunciou que o órgão vai realizar nesta quinta-feira (7) um "Diálogo Público" com membros do governo, da academia, da sociedade civil e especialistas para debater a modelagem da desestatização da Eletrobras.

O evento, que seria uma espécie de Audiência Pública antes do julgamento final sobre a venda da Eletrobras, previsto para ocorrer na próxima semana, porém, só teve como convidados para o “diálogo público“ representantes governistas favoráveis à privatização como os  presidentes da Eletrobras, Rodrigo Limp Nascimento; da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; e representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A realização de um diálogo público sem o contraditório tem sido criticado pelos opositores da privatização como um "debate privado", uma “ação entre amigos”. Nessa direção, no mês passado, a imprensa repercutiu uma indisposição geral entre os ministros do TCU sobre a indicação de Daniel Maia para a Diretoria 3 da Agência Nacional de Petróleo. Maia é auditor do TCU e pertence ao núcleo pessoal do Ministro Aroldo Cedraz, além de ser concunhado de Tiago Cedraz, filho do ministro.

A avaliação é que a indicação de Cedraz foi atendida pelo governo como prêmio para acelerar a tramitação da privatização da Eletrobras no TCU em função da aproximação do período eleitoral. 

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