Ativistas ligados a Sérgio Reis se encontraram com general Heleno, ministros e deputados

Integrantes do grupo que prepara as manifestações bolsonaristas mantiveram contato com o general Heleno, ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e outras autoridades sediadas no Palácio do Planalto

www.brasil247.com - Juliano Martins, ativista alvo de operação da PF, com o general Augusto Heleno, ministro do GSI e ativistas Eduardo Araújo, Bruno Semczeszm com Sérgio Reis
Juliano Martins, ativista alvo de operação da PF, com o general Augusto Heleno, ministro do GSI e ativistas Eduardo Araújo, Bruno Semczeszm com Sérgio Reis (Foto: Reprodução/Instagram)


247 - Ativistas ligados ao cantor Sérgio Reis registraram em suas redes sociais uma série de encontros com políticos bolsonaristas nas últimas semanas. Membros do grupo têm aparecido ao lado de deputados, funcionários do Executivo e até ministros de Jair Bolsonaro.

As reuniões estão sob investigação da PGR (Procuradoria-geral da República). Desde julho, os investigados têm mobilizado apoiadores de Bolsonaro para atos no dia 7 de setembro, em apoio a pautas do governo e contra ministros do STF e as instituições. A PGR apura, entre outros pontos, se aliados do presidente atuaram de alguma forma nessa organização.

No último dia 15, um domingo, dois investigados publicaram fotos no Instagram com o general Augusto Heleno, ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), em um corredor do Palácio do Planalto. 

Dias antes, três membros do grupo estiveram com Gabriele Araújo, secretária especial de articulação social, órgão vinculado à Segov (Secretaria de Governo), que também funciona no Planalto. Juliano Martins, um dos alvos da PF, publicou em seu Instagram que o grupo teve uma "agenda" com a secretária, mas não deu detalhes.

Os eventos não foram registrados nas agendas oficiais de Heleno e de Gabriele Araújo. O UOL pediu esclarecimentos ao GSI e à Segov, mas não teve respostas até a publicação da reportagem. Sérgio Reis e os demais investigados começaram a mobilizar seguidores no início de julho, por meio do WhatsApp e das redes sociais. No dia 26 daquele mês, segundo a PGR, a organização "começou a tomar forma" com uma reunião no hotel Blue Tree Premium, em São Paulo, com cerca de 20 pessoas.

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