Ato pró-democracia reúne milhares em todo o País

Milhares de manifestantes protestam pela democracia, a favor do mandato da presidente Dilma Rousseff e em apoio ao ex-presidente Lula em diversas cidades do país; na Avenida Paulista, em São Paulo, manifestantes empunham bandeiras do PT e movimentos sociais no vão-livre do Masp; três carros de som estão nas proximidades; no Rio, manifestantes pedem a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara; ao todo, há protestos contra o impeachment em 22 estados, reunindo mais de 1,2 milhão de pessoas, segundo os organizadores; presença de Lula é esperada na capital paulista; o que mais se ouve nas manifestações é: "não vai ter golpe, não vai ter golpe"

Milhares de manifestantes protestam pela democracia, a favor do mandato da presidente Dilma Rousseff e em apoio ao ex-presidente Lula em diversas cidades do país; na Avenida Paulista, em São Paulo, manifestantes empunham bandeiras do PT e movimentos sociais no vão-livre do Masp; três carros de som estão nas proximidades; no Rio, manifestantes pedem a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara; ao todo, há protestos contra o impeachment em 22 estados, reunindo mais de 1,2 milhão de pessoas, segundo os organizadores; presença de Lula é esperada na capital paulista; o que mais se ouve nas manifestações é: "não vai ter golpe, não vai ter golpe"
Milhares de manifestantes protestam pela democracia, a favor do mandato da presidente Dilma Rousseff e em apoio ao ex-presidente Lula em diversas cidades do país; na Avenida Paulista, em São Paulo, manifestantes empunham bandeiras do PT e movimentos sociais no vão-livre do Masp; três carros de som estão nas proximidades; no Rio, manifestantes pedem a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara; ao todo, há protestos contra o impeachment em 22 estados, reunindo mais de 1,2 milhão de pessoas, segundo os organizadores; presença de Lula é esperada na capital paulista; o que mais se ouve nas manifestações é: "não vai ter golpe, não vai ter golpe" (Foto: Aquiles Lins)

247, com Agência Brasil - Desde o final da manhã desta sexta-feira 18, manifestantes em defesa da democracia, do mandato da presidente Dilma Rousseff e em apoio ao ex-presidente Lula se concentram na Avenida Paulista, região central da capital. Com bandeiras, banners e cartazes, eles ocupam o vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Três carros de som estão nas proximidades, aguardando o início do evento. O tráfego de veículos já está interrompido em parte da via.

Atos pró-governo ocorrem em pelo menos 19 cidades, nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Recife (PE), João Pessoa (PB), Salvador (BA), Aracaju (SE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Belém (PA), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), São Luís (MA), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Campo Grande (MS) e Candeias (RO).

Mais cedo, a Polícia Militar dispersou um grupo favorável ao impeachment de Dilma que estava acampado em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a menos de um quarteirão do Masp. Havia o temor de que os dois grupos entrassem em confronto. Ontem (17), um jovem simpatizante do PT foi agredido ao tentar discutir com manifestantes a favor do impeachment, que ocupavam a avenida desde a noite de quarta-feira (16).

No Rio de Janeiro, manifestantes pedem a saída do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara. Há atos ocorrendo em diversas outras capitais, como Aracaju (SE), Fortaleza (CE) e Natal (RN). Ao todo, há protestos contra o impeachment em 22 estados, reunindo 1,2 milhão de pessoas, segundo os organizadores. A presença do ex-presidente Lula é esperada na capital paulista. O que mais se ouve nas manifestações são gritos de "não vai ter golpe, não vai ter golpe".

Leia, abaixo, reportagens da Agência Brasil:

Manifestação contra o impeachment ocupa oito quarteirões da Avenida Paulista

Bruno BocchiniA manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff ocupa cerca de oito quarteirões da Avenida Paulista, no centro de Sãoo Paulo. Às 17h30, pessoas predominantemente vestidas de blusas vermelhas ocupavam desde a Rua da Consolação até a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Várias lideranças discursam, do alto de carros de som, ao lado do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A palavra de ordem mais gritada na manifestação, convocada pela Frente Brasil Popular, é “não vai ter golpe”, repetida por locutores que falam ao microfone nos intervalos doshow do cantor Chico César, que anima os presentes. A organização confirmou a presença do ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva no final do ato, por volta das 19h30.

“Este é um ato de todas as entidades brasileiras, de homens e mulheres que defendem a democracia, que defendem o direito de expressão, as liberdades individuais. Que não defendem o ódio, que não constroem o ódio na sociedade. Não é um ato de única classe social e não é um ato de uma única etnia. É um ato de todos os brasileiros e brasileiras”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas.

“O golpe é contra os trabalhadores. Todas as vezes que os trabalhadores têm alguns direitos conquistados, a direita tenta acabar com a democracia, acabar com o direito de manifestação para que os trabalhadores não possam, na democracia, fazer greve, avançar nos seus direitos e conquistas”, disse Freitas.

O presidente da CUT criticou alguns veículos de comunicação e o juiz federal Sérgio Moro. Segundo Freitas, está sendo construída no país uma “ditadura de toga e um golpe contra a democracia”.

“ Moro está dando entrevistas provocando o ato que está aqui, juiz é para julgar, não é para ser ator, não é para ser entidade política. Nós somos contra a ditadura da toga, elegemos pessoas para nos representar. Quem quer ter o direito de representação que dispute as eleições. É muito ruim que você tenha uma parcela da mídia e uma parcela do Poder Judiciário construindo um golpe contra a democracia”.

O diretor nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, disse estar preocupado com a situação política brasileira e com grupos incitando a violência e a guerra. “Nós queremos dizer com muita tranquilidade, não nos interessa a guerra. Nós não queremos a guerra porque não interessa para os trabalhadores que vão ser os mais prejudicados como sempre. Quem está incitando a guerra normalmente foge e a guerra fica para o povo brasileiro”, disse Mauro.

De acordo com o diretor, o movimento irá lutar pela via democrática até o “limite do limite”. Mauro disse que o MST não fugirá da guerra. “Nós vamos sim esticar a luta democrática até o limite do limite. Mas nós não fugiremos da guerra. É isso que a gente quer dizer. Porque a democracia nos custou caro e, se estão rasgando a Constituição Brasileira, neste momento, nós a faremos novamente e defenderemos nas ruas”, disse.

Gilmar Mauro voltou a dizer que o movimento social não forma covardes e que, em caso de golpe, o movimento não irá dar “um minuto de sossego”. “Nós não vamos para debaixo da cama, recuar um milímetro da luta. Se derem um golpe, não terão um minuto de sossego. Mas todas as pessoas sensatas desse país querem resolver os problemas pela via democrática e pela via do debate político. Isso que queremos”, disse.

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, destacou que a manifestação de hoje conta com a participação de muitos estudantes e jovens. Segundo ela, os atores que defendem o impeachment não estão preocupados com o futuro da juventude.

“Os políticos que querem derrubar a presidenta Dilma por meio de um processo deimpeachment, sem base legal, não estão preocupados com o futuro da juventude. A juventude não está preocupada com esse Fla-Flu da política, está preocupada com o seu futuro, com futuro de mais direitos e mais esperança, o movimento estudantil liderado pela une está aqui”, disse.

Manifestantes fazem ato contra o impeachment em Brasília

Marcelo Brandão - Manifestantes a favor do governo Dilma Rousseff e contra o processo de impeachment que está sendo apreciado pelo Congresso Nacional se reúnem na tarde de hoje (18) no Museu da República, no início da Esplanada dos Ministérios. O ato é organizado pela Frente Brasil Popular, e os manifestantes levam cartazes com frases de apoio à Dilma e ao ex-presidente – e agora ministro da Casa Civil – Luiz Inácio Lula da Silva e contra o que chamam de "golpe".

A estimativa da Polícia Militar, às 17h15, era 500 pessoas. Às 17h50, no entanto, um grande grupo de militantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra chegou ao museu.

Rodrigo Rodrigues, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) defende um trabalho mais abrangente do Congresso e que as discussões sobre o impeachment fiquem em segundo plano. "Esse é um ato em defesa da democracia, contra o golpismo e o fascismo que está explodindo no país. Estamos defendendo a mudança de discurso no Congresso, que pare de discutir só o golpe e que encaminhe avanços nos direitos da classe trabalhadora", disse.

O servidor público Pedro Rodrigues, 50, acha que Lula está sofrendo uma "injustiça". "O que me trouxe aqui foi ver a injustiça que está sendo feita com o companheiro Lula. Não estão dando direito de defesa para ele".

O ato de hoje ocorre após a nomeação de Lula à Casa Civil, o que gerou uma onda de protestos por todo o país. No mesmo dia, o juiz Federal Sérgio Moro divulgou uma série de conversas telefônicas, grampeadas pela Polícia Federal, que revelam conversas de Lula com a presidenta, ministros e correligionários.

Os episódios, no entanto, não diminuíram a fé dos manifestantes pró-governo em Lula. Pedro de Alcântara, servidor público, 69, disse que veio para a rua defender a democracia e questiona a integridade política da oposição no Congresso. "Acho que temos que defender a democracia e contra o impeachment, que não vai resolver. Quem está errado tem que pagar, mas do lado de lá, sabemos o que eles fazem", disse.

Para Alcântara, se houver provas de que Lula cometeu algum crime, que a justiça seja feita. "Sobre o Lula eu tenho dúvidas [se ele é culpado de algum crime], se ele tiver culpa, que se apure, que venha à tona".

A organização da manifestação ainda não definiu se haverá caminhada. Essa decisão deverá ser tomada a qualquer momento.

No Rio, manifestantes contra impeachment lotam a Praça XV

Cristina Indio do Brasil – A manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, organizada pela Frente Brasil Popular e movimentos sociais e entidades, como a CUT e a UNE, reúne neste momento manifestantes na Praça XV, no centro do Rio, que carregam faixas e bandeiras com mensagens de diversos setores da sociedade. Muitas defendem a permanência da presidenta Dilma Rousseff e apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Ministro Lula estamos com você". Outras pedem ainda a saída da presidência da Câmara, o deputado Eduardo Cunha. # Fora Cunha # Fica Dilma.

A servidora pública, Marisa Justino, 55 anos, do coletivo da Unegro LGBT do Rio de Janeiro disse que o grupo participa com 15 integrantes, mas outros estão a caminho. "Estamos aqui para garantir a governabilidade da presidente. Ela venceu nas urnas e precisamos garantir a governabilidade de um país democrático. Aqui, a gente não está por conta de partido, nem por conta de candidato e nem por conta de político. O nosso principal motivo hoje é garantir a democracia que está sendo amaçada", disse.

Para a atriz Letícia Sabatella, que participa do ato, a pauta comum neste momento é lutar pela democracia e combater a corrupção, mas não a que atinge apenas um grupo. "Vamos fazer uma reforma política, vamos lutar por esta reforma para que a gente limpe todos os focos de corrupção. E não apenas pegar um bode expiatório e dizer que esse é o grande corrupto. Vamos olhar onde está a corrupção, ver porque ela existe e porque o sistema funciona desta maneira", afirmou.

Segundo o diretor do sindicato de petroleiros do Norte Fluminense (Sundipetro-NF), Tadeu Brito, disse que petroleiros de Campos e Macaé também está na manifestação. Ele trabalha na plataforma P-55, e disse acreditar que, "além de um ataque ao governo federal, há um ataque aos trabalhadores. Hoje é a defesa de um projeto eleito há 13 anos".

O tenente coronel Wagner, comandante do 5* BPM, que está à frente do esquema de segurança, disse que estão no local policiais de quatro batalhões, além da 1* Companhia Independente da Polícia Militar. Ele calculou que havia duas mil pessoas no local por volta das 17h. O número de pessoas que chegam é grande e a expectativa dos organizadores é ampliar esse número ao fim do expediente de trabalho. "Além dos que estão aqui, temos esquema na Assembleia Legislativa, no Tribunal de Justiça e na Cinelândia. São outros apoios que estão nestes pontos principais. Temos a Polícia de Choque, mas só para casos de necessidade, mediante a acionamento, para ajudar na dispersão", informou.

De acordo com o coronel, logo no início, houve bate boca entre três militantes contra o governo que estavam na porta da Alerj, mas tudo foi contornado. "Alguns manifestantes que passavam por aqui se sentiram afrontados, e nós conversamos com os três, e eles se retiraram sem reclamar e sem promover qualquer tipo de ofensa. E não houve mais nenhum tipo de problema."

No meio dos manifestantes, um grupo de quatro turistas holandeses queria saber o que estava acontecendo. O guia de turismo Johannes Hofstee, disse que estava explicando a eles o momento político do Brasil. Ele contou que as duas mulheres e dois homens do sul da Holanda já conheciam a figura política de Lula e que estavam achando interessante a manifestação popular.

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