Aumenta crise no MEC: secretária da educação básica pede demissão

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Tania Leme de Almeida, pediu demissão após não ter sido consultada sobre a decisão de suspender a avaliação de alfabetização; esta é a terceira baixa no alto escalão da pasta comandada por Ricardo Vélez; todas as baixas foram consequências da pressão de integrantes ligados ao astrólogo Olavo de Carvalho

Aumenta crise no MEC: secretária da educação básica pede demissão
Aumenta crise no MEC: secretária da educação básica pede demissão (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

247 - O governo de notáveis prometido pelo presidente Jair Bolsonaro continua a demonstrar que não vai deslanchar. Em crise há mais de um mês, o Ministério da Educação anuncia mais uma saída. A secretária de Educação Básica, Tania Leme de Almeida, pediu demissão após não ter sido consultada sobre a decisão de suspender a avaliação de alfabetização. Esta é a terceira baixa no alto escalão da pasta.

A secretária já havia pedido desligamento da pasta na semana passada, mas foi convencida pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez a ficar mais tempo.

Tania era alvo de ataques, dentro e fora do MEC, pela ala ligada ao guru ideológico do presidente Jair Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho. Ela foi indicada ao cargo pelo ex-secretário executivo da pasta, Luiz Antonio Tozi, que foi demitido por Vélez após pressão de olavistas.

A suspensão da avaliação de alfabetização sem a sua autorização, publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial da União, agravou a crise e ele pediu para sair.

O autor do pedido de suspensão foi o secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim. Ele é ex-aluno de Olavo de Carvalho e indicado ao cargo por ele.

A pressão dos olavistas tem aumentado e os rumores que a lista de demitidos deve chegar ao ministro Vélez, que estaria com o cargo ameaçado.

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