Ausência de corrupção na ditadura é conversa para boi dormir, diz pesquisador
"Neste 1º abril, o golpe militar completa 53 anos. Dado com a desculpa de que o objetivo era combater a corrupção e pôr o país em ordem, o regime então instaurado se arrastou por 21 anos, deixando como herança maldita um país extremamente desigual, um meio urbano violento, um sistema político completamente corrompido e um estado de imprevisibilidade difusa, que leva muitas pessoas a clamarem mais uma vez por salvadores da pátria", diz o cientista político Rubens Goyatá Campante, do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros da UFMG
Sul 21 - Neste 1º abril, o golpe militar completa 53 anos. Dado com a desculpa de que o objetivo era combater a corrupção e pôr o país em ordem, o regime então instaurado se arrastou por 21 anos, deixando como herança maldita um país extremamente desigual, um meio urbano violento, um sistema político completamente corrompido e um estado de imprevisibilidade difusa, que leva muitas pessoas a clamarem mais uma vez por salvadores da pátria.
Esse é o ponto de vista adotado pelo cientista político Rubens Goyatá Campante, membro do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG.
Em entrevista ao Brasil de Fato MG, o pesquisador desmontou a ideia de que na ditadura não havia corrupção: isso é "é conversa para boi dormir", ressalta. Campante também comparou as semelhanças entre o golpe de 1964 e o de 2016: "Ambos foram rupturas forçadas das regras do jogo, o que abre precedentes terríveis para o ataque à democracia", pontuou.
Leia a integra da entrevista.