Ayres Britto rebate tese de "foro íntimo" de Bolsonaro para negar mostrar teste da Covid

"O país tem o direito de saber da saúde do seu presidente, até porque se trata de doença transmissível e, ao que se sabe, o presidente não se submeteu a nenhum isolamento físico", afirmou o ex-presidente do STF, Ayres Britto

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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247 - O Brasil tem o direito de saber da saúde do presidente. A afirmação é do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, considerando "juridicamente correta" a decisão da Justiça Federal de São Paulo que determinou que o Jair Bolsonaro apresente os seus testes da Covid-19, atendendo ao pedido apresentado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

"O país tem o direito de saber da saúde do seu presidente, até porque se trata de doença transmissível e, ao que se sabe, o presidente não se submeteu a nenhum isolamento físico", afirmou Ayres Britto, em entrevista ao Estado.

Ayres Britto ainda desmontou a tese de que se trata de uma assunto de foro íntimo, como afirma Bolsonaro. "No momento em que vivemos planetariamente, a matéria não se inscreve no âmbito da intimidade, e nem mesmo da vida privada do presidente. O próprio presidente antecipou o interesse coletivo no resultado do exame a que se submeteu ao tornar pública a realização desse mesmo exame", lembrou.

Bolsonaro já disse que o resultado dos exames foi negativo, mas se recusa a divulgar os exames.

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